

Irmã Ana — Noventa e Sete Anos de Fé, Caridade e Amor1. No sertão de Assaré, Sob o sol do Ceará, Nasceu uma bela história Que merece se cantar; Irmã Ana fez da vida Uma missão de amar. 2. Desde a tenra meninice, Já mostrava compaixão, Enxergava nos mais pobres Um irmão, outro irmão; E levava a esperança Dentro do seu coração. 3. Enquanto outras crianças Brincavam pelo terreiro, Ela já se preocupava Com o sofrimento alheio; Tinha amor pelos humildes, Tinha um coração inteiro. 4. Foi crescendo nessa estrada, Com Jesus no pensamento, Aprendendo que ajudar É um divino mandamento; Que servir a quem precisa É plantar amor no tempo. 5. Não escolheu riqueza, Nem vaidade ou posição, Fez do amparo aos necessitados Sua maior dedicação; E encontrou na caridade Sua mais bela vocação. 6. Aos noventa e sete anos, Contemplamos sua jornada, Uma vida de serviço, Uma fé iluminada; Cada lágrima enxugada Foi uma bênção semeada. 7. Em Fortaleza, ela segue Sua missão tão bonita, Na Casa do Pobre, onde a dor Encontra mão que acredita; E a esperança renasce Quando o amor nos visita. 8. Quem tem fome quer alimento, Quem tem frio quer calor, Quem está só necessita De presença e de amor; Irmã Ana compreendeu Esse evangelho do Senhor. 9. Não precisa de riqueza Quem tem Deus no coração, Pois o gesto mais humilde Pode erguer um cidadão; Um prato, um abraço, uma prece Valem mais que ostentação. 10. Noventa e sete janeiros, Noventa e sete verões, Quantas vidas alcançadas, Quantos gestos, quantas mãos! Só Deus sabe o tamanho Dessa obra de emoções. 11. O sertão lhe deu raízes, Fortaleza lhe deu chão, E Jesus guiou seus passos Pelos rumos da missão; Sua vida é testemunho De amor e dedicação. 12. Minha querida Irmã Ana, Receba esta homenagem, Que o Senhor lhe dê saúde, Paz, coragem e coragem! E que os anjos lhe acompanhem Nesta estrada de bondade. 13. Que Maria, Mãe querida, Lhe conceda proteção, Que Jesus seja sua força, Seu abrigo e direção; E que nunca falte amor Dentro do seu coração. 14. Hoje a família celebra Sua história e seu valor, Noventa e sete anos De serviço ao Criador; Quem dedica a vida aos pobres Faz do mundo um lugar melhor. 15. Termino este meu cordel Com respeito e gratidão: Irmã Ana, flor de Deus, Orgulho do nosso sertão! Que sua vida siga sendo Um exemplo de oração! Homenagem à Irmã Ana — 97 anos de vida Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 29/10/2026
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