Sol Flamejante do Sertão

Aprecie sem moderação

Textos


Irmã Ana — Uma Vida Escrita nas Páginas de Deus

I — A semente plantada no sertão

No sertão do Ceará,

Sob o sol de Assaré,

Deus plantou uma semente,

Regada de amor e fé.

E nasceu uma bela história,

Que hoje o céu contempla em pé.

Desde a infância, Irmã Ana

Aprendeu uma grande lição:

Que servir aos pequeninos

É servir ao próprio irmão.

Pois Jesus nos ensinou

A amar sem distinção.

II — A fé que move montanhas

Noventa e sete anos

De uma história de oração,

De joelhos diante de Cristo,

Com humildade no coração.

Sua fé não foi somente

Uma palavra ou intenção.

Foi caminho percorrido,

Foi coragem para servir,

Foi estender a mão amiga

A quem já pensava em desistir.

Foi acreditar que Deus

Sempre pode o amor fazer florir.

Como diz a Escritura,

Em Hebreus, capítulo onze,

A fé sustenta a esperança

Quando a força já se esconde.

E quem caminha com Deus

Vê Sua graça em cada horizonte.

III — O amor que se transforma em caridade

São Paulo deixou escrito,

Com divina inspiração:

Ainda que eu tenha fé,

Sem amor, nada serei.

É a mensagem de Coríntios

Que jamais esquecerei.

Irmã Ana fez do amor

Uma prática constante,

Acolhendo os necessitados,

Estendendo a mão ao semelhante.

Pois a caridade verdadeira

Faz do humilde um gigante.

Quem oferece um prato de comida,

Quem consola uma aflição,

Quem devolve a esperança

A um cansado coração,

Está seguindo os passos de Cristo

E vivendo a compaixão.

IV — A missão na Casa do Pobre

Em Fortaleza, ela caminha,

Na missão de ajudar,

Na Casa do Pobre, sua obra,

Seu compromisso de amar.

Onde existe sofrimento,

Sua fé deseja amparar.

Não procura recompensa,

Nem aplausos, nem louvor;

Seu trabalho é testemunho

Da presença do Senhor.

Pois servir a quem precisa

É semear o próprio amor.

Jesus disse no Evangelho,

Em Mateus, capítulo vinte e cinco:

O bem feito aos pequeninos

Tem um significado infinito.

É ao próprio Cristo que servimos

Quando o amor se faz explícito.

V — Noventa e sete anos de bênçãos

Noventa e sete primaveras,

Noventa e sete anos de luz,

Uma vida de entrega,

Sob a graça de Jesus.

Que o Senhor renove suas forças

E seus caminhos conduza.

Do sertão de Assaré

À cidade de Fortaleza,

Sua história testemunha

A grandeza da singeleza.

Pois Deus revela Sua glória

Na humildade e na pureza.

Que o Senhor lhe dê saúde,

Paz, carinho e proteção;

Que Maria interceda por ela,

Que Cristo guarde seu coração.

E que nunca lhe falte o abraço

De quem lhe tem gratidão.

VI — A coroa da caridade

Irmã Ana, serva querida,

Seu exemplo é oração,

É o Evangelho transformado

Em trabalho e dedicação.

É a palavra que ganha vida

Nas obras do coração.

E quando chegar a tarde

De mais um dia abençoado,

Que possa olhar sua história

Com o coração descansado,

Sabendo que o amor semeado

Jamais será desperdiçado.

Pois a Bíblia nos ensina,

Em Gálatas, capítulo seis:

Quem semeia o bem com amor

Colherá frutos, assim Deus fez.

E quem vive para o próximo

Deixa um legado que não se desfez.

VII — Oração final pela Irmã Ana

Senhor Deus de infinita bondade,

Pai eterno, Rei de amor,

Abençoai a Irmã Ana,

Vossa serva e mensageira,

Que fez da vida inteira

Uma oferta ao Criador.

Pelos seus noventa e sete anos,

Nós Vos damos gratidão;

Pela fé que a acompanha,

Pela força da oração,

Pelos pobres acolhidos,

Pelo amor em cada ação.

Que o Espírito Santo a ilumine,

Que Jesus seja seu guia,

Que a esperança lhe renasça

A cada novo dia.

E que a paz do céu lhe envolva

Com divina harmonia.

Amém! Aleluia! Glória a Deus!

Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 28/10/2026
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