

O CORDEL DO CANDIDATO RACHADÃO FUJÃOUma sátira política em versos de feira 1. Vou abrir minha viola, Com ironia e atenção, Pra falar de um candidato Que virou inspiração; Seu apelido é rachadão, Fujão na imaginação! 2. Queria sentar na cadeira, Lá no Palácio Central, Prometendo maravilhas Num discurso monumental; Mas quem deseja governar Tem que encarar o tribunal! 3. Na política brasileira, Tem discurso e tem sermão, Tem promessa de honestidade, Tem bandeira e procissão; Mas o povo quer saber Se existe explicação! 4. Quando surge uma denúncia, Não adianta espernear, Quem se diz homem público Tem dever de esclarecer; Pois quem busca a Presidência Tem mais contas a prestar! 5. Rachadão virou apelido, Espalhado no povão, Mas apelido não é prova, Nem sentença de condenação; Se há suspeita no caminho, Que se faça apuração! 6. Dizem que existe amizade Que merece explicação, Sócio, conta compartilhada, Muito assunto em discussão; Se há pergunta sem resposta, Que responda à população! 7. E se a notícia anuncia Que alguém saiu do país, Logo surge a pergunta Que o cidadão sempre diz: Foi viagem, foi escolha Ou há algo por trás disso? 8. Ô, candidato, apareça, Venha o povo esclarecer! Quem pretende ser presidente Não pode se esconder; Se a consciência está tranquila, Há perguntas a responder! 9. Não adianta fazer pose, Nem discurso de ocasião, Nem vestir roupa de santo Pra pedir aclamação; A verdade pede luz, Não cortina de fumaça e confusão! 10. Lá na feira do Nordeste, O matuto é observador, Não se compra sua consciência Com conversa de doutor; Ele escuta, pesa os fatos E pergunta ao vendedor! 11. Tem político que promete Ser exemplo de moral, Mas, quando chega a cobrança, Faz discurso eleitoral; O eleitor quer coerência, Não teatro nacional! 12. Se a Justiça faz perguntas, É preciso respeitar; Quem é alvo de suspeitas Tem direito de explicar; Mas fugir das explicações Não faz dúvida acabar! 13. O Brasil não é fazenda De família ou coronel, Nem pertence a candidato Que se imagina dono do céu; A República é do povo, Não se vende por troféu! 14. Tem milícia no debate, Tem escândalo em discussão, Tem denúncia que circula Pelas redes da nação; Mas notícia precisa de prova, Não somente acusação! 15. Se o candidato tem coragem De pedir voto e confiança, Que demonstre transparência E respeite a cobrança; Pois a democracia exige Responsável prestação de contas! 16. Ô, rachadão, meu amigo, Não se zangue com o refrão; É a sátira da política, É a voz da população; Quem disputa o poder público Enfrenta a contestação! 17. Se atravessou fronteiras, Se embarcou pra outro lugar, Isso não encerra as perguntas Que o país quer formular; A distância não dissolve O dever de explicar! 18. Não se faz democracia Com mentira ou perseguição, Nem se prova culpa alheia Com boato ou gritaria; A verdade exige provas, Justiça e cidadania! 19. Meu cordel não dá sentença, Nem pretende condenar; Faz perguntas à política Que o povo quer perguntar; Quem pretende ser governo Tem que saber se explicar! 20. Termino esta cantoria Com recado ao cidadão: Vote sempre consciente, Exija investigação; Pois poder sem transparência Não merece adoração! Refrão da feira: Ô, candidato, venha cá, Tem pergunta no salão! Quem deseja governar Tem que dar explicação! Ô, rachadão, ô, fujão, Responda à população! Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 28/10/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|