Sol Flamejante do Sertão

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Textos

A PROFECIA VIROU PIADA!
Cordel satírico sobre política, fé e democracia
Autor: Antônio Laurentino — Sol Flamejante do Sertão**

1 — O profeta eleitoral

Na feira da política,  
Vi um profeta falar:  
“Meu candidato é do céu,  
Ninguém pode contestar!”  
Mas o povo, desconfiado,  
Pôs-se logo a perguntar!

### 2 — A promessa milagrosa

Com discurso inflamado,  
Fez promessa e previsão;  
Disse que o céu já mandara  
A resposta da eleição.  
Mas promessa sem ter prova  
Não convence a multidão!

### 3 — O escolhido do céu

“Foi Deus quem me revelou!”,  
Gritava o proclamador;  
Jurava ter recebido  
Uma mensagem do Senhor.  
Mas, se a conta sai errada,  
Quem responde pelo erro?

### 4 — O povo não é fantoche

O eleitor tem consciência,  
Tem direito à opinião;  
Não é peça de tabuleiro,  
Nem boneco de eleição.  
Quem pretende manipulá-lo  
Desrespeita o cidadão!

### 5 — A profecia furada

A previsão era certa,  
Dizia o anunciador;  
Fez até festa antecipada,  
Já se achava vencedor.  
Quando o resultado veio,  
Mudou de assunto o pregador!

### 6 — O teatro eleitoral

Na política há artistas  
Que sabem representar;  
Prometem mundos e fundos  
Só pra voto conquistar.  
Mas o povo, quando acorda,  
Não se deixa mais levar!

### 7 — Fé não se vende

A fé merece respeito,  
Não é moeda eleitoral;  
Não se deve usar a crença  
Como arma pessoal.  
Religião pede respeito,  
E o voto é individual!

### 8 — A palavra empenhada

Quem anuncia uma profecia  
Deve ter ponderação;  
Não transforme uma esperança  
Em verdade sem comprovação.  
Pois quem fala em nome do céu  
Tem que ter consideração!

### 9 — Quando a previsão falha

Se a profecia não se cumpre,  
É preciso explicar;  
Reconhecer os próprios erros  
É melhor que disfarçar.  
Quem se julga dono da verdade  
Também pode se enganar!

### 10 — Razão e consciência

Não entregue sua escolha  
A quem queira lhe mandar;  
Ouça os fatos, pese as provas,  
Pense antes de votar.  
A consciência é um direito  
Que ninguém pode tomar!

### 11 — O Brasil não tem dono

O Brasil não tem um dono,  
Nem pertence a um só clã;  
Não se herda a Presidência  
Como herança de um divã.  
É o povo quem escolhe  
O destino de amanhã!

### 12 — O poder é passageiro

Quem governa esta nação  
Não é rei nem imperador;  
Recebe do povo o voto  
Pra servir como servidor.  
O mandato é compromisso,  
Não presente de senhor!

### 13 — A força das provas

Se alguém faz uma denúncia,  
É preciso investigar;  
Não se condena por boato,  
Nem se deve acobertar.  
A Justiça exige provas  
Para então se pronunciar!

### 14 — Justiça e democracia

Acusar sem fundamento  
Pode a honra machucar;  
Mas, diante de uma denúncia,  
Não se deve ignorar.  
Com direito e provas claras,  
Cabe à Justiça julgar!

### 15 — O profeta político

O profeta eleitoral  
Que se diz conhecedor  
De um futuro já traçado  
E de um certo vencedor,  
Se a previsão não acontece,  
Que explique o seu teor!

### 16 — A sátira sertaneja

Meu repente tem veneno,  
Mas não vive de calúnia;  
Faz da rima uma denúncia,  
Do humor, sua tribuna.  
Quem não teme a luz dos fatos  
Não se esconde na penumbra!

### 17 — O que deseja o povo

O povo quer ter escola,  
Saúde e dignidade;  
Quer emprego, pão na mesa,  
Paz, respeito e liberdade.  
Quer promessa que se cumpra  
Com trabalho e honestidade!

### 18 — Cada qual no seu caminho

Que os pastores cuidem da fé,  
Que o político cumpra o dever;  
Que respeitem cada voto  
E o direito de escolher.  
Ninguém é dono da mente  
De quem sabe o que fazer!

### 19 — Meu último repente

Vou encerrando este cordel,  
Com firmeza e consciência;  
Não se constrói um país  
Com mentira e prepotência.  
A verdade exige provas,  
E o poder, transparência!

### 20 — Refrão final: viva a democracia!

Viva o povo brasileiro!  
Viva a democracia!  
Viva o voto soberano,  
A esperança e a cidadania!  
Que a verdade vença o ódio,  
E floresçam paz e justiça!

**Antônio Laurentino — Sol Flamejante do Sertão**
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 28/10/2026
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