Sol Flamejante do Sertão

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RETALHOS DE SAUDADE

[Introdução — Piano sentimental e violinos suaves]

A noite chega devagar,

A lua vem me acompanhar,

E um velho piano, em seu lamento,

Desperta as lembranças que guardei no pensamento.

[Verso 1]

São Paulo, quantas recordações,

Quantos amores, quantas ilusões!

Na Rio Branco, o tempo ficou,

E a juventude jamais me abandonou.

Uma canção atravessa a madrugada,

Trazendo a imagem de uma época dourada,

E cada nota que escuto tocar

É um pedaço de mim a voltar.

[Verso 2]

Retalhos de cetim, doce melodia,

Quantos sonhos enfeitavam cada dia!

Quantas promessas juradas ao luar,

Quantos adeuses difíceis de aceitar!

Benito di Paula, piano e emoção,

Tua música encontrou meu coração,

E hoje escrevo estes versos com carinho,

Como quem reencontra um velho caminho.

[Pré-refrão — Violinos crescendo]

O tempo passa, não volta jamais,

Mas certas canções nos devolvem a paz.

E quando a saudade começa a doer,

É dentro da música que volto a viver.

[Refrão — Voz masculina intensa, orquestra em crescendo]

Ai, Benito, que saudade!

Que lembrança, que emoção!

Tua música é eternidade,

É abrigo para o coração!

Ai, Benito, meu amigo,

Receba esta declaração:

São retalhos de saudade,

Costurados nesta canção!

[Verso 3 — Piano e contrabaixo em destaque]

Lembro os bailes, os velhos carnavais,

Os namorados e seus sonhos imortais,

A mesa posta, o perfume pelo ar,

E uma seresta convidando a recordar.

Hoje o espelho me revela outro caminho,

Mas não caminho nesta vida tão sozinho,

Pois cada música que aprendi a amar

É uma estrela que não para de brilhar.

[Ponte — Interpretação intimista]

Se eu pudesse conversar com o passado,

Pediria mais um instante ao meu lado,

Uma noite, um piano, uma canção,

E os velhos sonhos guardados no coração.

Mas a vida segue em frente, meu amigo,

E a poesia permanece aqui comigo.

Por isso canto, sem medo de chorar,

Pois quem tem lembranças tem motivos pra cantar.

[Refrão final — Voz potente, violinos e coro discreto]

Ai, Benito, que saudade!

Que lembrança, que emoção!

Tua música é eternidade,

É abrigo para o coração!

Ai, Benito, meu amigo,

Que este canto chegue a ti!

São retalhos de saudade

De uma vida que vivi!

[Final — Piano solo, violinos suaves]

A noite vai silenciar,

Mas a canção não vai morrer...

Retalhos de saudade,

Tantas histórias pra viver...

E enquanto houver um piano,

Um poeta e uma canção,

Benito estará presente

Na memória e no coração.

Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 28/10/2026
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