

O PÚLPITO NÃO É PALANQUE
[Intro — voz grave]
Atenção, Brasil! Fé é liberdade! O voto é consciência! Ninguém é dono da verdade! [Verso 1] Microfone na mão, discurso ensaiado, Candidato no altar, povo pressionado. Diz que é escolhido, que o céu confirmou, Mas quem foi que deu a procuração? Cadê o projeto? Cadê a solução? Por que tanta ameaça em época de eleição? Se a fé é sincera, não precisa coagir, Quem respeita o povo deixa o povo decidir! [Refrão] Cadê os evangélicos? Quero ouvir a resposta! Quem defende a verdade não se esconde atrás da porta! Púlpito não é palanque, igreja não é curral! Consciência não se compra com discurso eleitoral! [Verso 2] Não confunda pastor com autoridade divina, Nem transforme a Bíblia em propaganda partidária. O cidadão tem memória, tem direito de pensar, E nenhum líder religioso pode o voto sequestrar! Tem denúncia? Investigue! Tem prova? Apresente! Não condene por boato, não engane tanta gente. A lei vale pra todos, seja rico ou popular, E o poder que vem das urnas tem que se justificar! [Refrão] Cadê os evangélicos? Quero ouvir a resposta! Quem defende a verdade não se esconde atrás da porta! Púlpito não é palanque, igreja não é curral! Consciência não se compra com discurso eleitoral! [Ponte — flow acelerado] Não quero fé comprada, nem voto por pressão, Não quero falso santo decidindo a eleição. Quero escola, quero emprego, quero o povo respeitado, Quero líder responsável, quero fato comprovado! [Final — coro da periferia] Meu voto é meu! Minha voz é minha! Minha fé não tem dono! Minha escolha é minha! Cadê os evangélicos que defendem a verdade? A democracia também é responsabilidade!
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 28/10/2026
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