Sol Flamejante do Sertão

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Textos

NA FEIRA DOS POLÍTICOS, QUEM PAGA É O POVO!
[ABERTURA — O GRITO DO FEIRANTE]

Atenção, minha gente,
Venha cá, venha escutar!
Hoje a feira é diferente,
Tem político a negociar!
Tem promessa na barraca,
Tem discurso pra vender,
Mas quem compra essa conversa
Quer saber o que vai receber!

Tem Lula no noticiário,
Flávio no debate também,
Jair Bolsonaro na história,
Luciano Huck no vai e vem.
E o matuto, desconfiado,
Já pergunta com desdém:
“Se promessa fosse carne,
Tinha churrasco pra cem!”

[REFRÃO — FEIRA, PALMAS E CORO]

Ê, feirante, bota o preço!
Ê, matuto, vai olhar!
Quem promete vende sonho,
Quem governa tem que entregar!

Olha a feira! Olha a feira!
Tem discurso no balcão!
Mas quem paga essa despesa
É o povo da nação!

Ê, feirante, diga a verdade!
Não me venha enrolar!
Quero emprego, escola e saúde,
Não promessa pra enfeitar!

1. A barraca das promessas

Tem candidato que chega
Com sorriso de fotografia,
Promete emprego e riqueza,
Prosperidade e alegria.
Se promessa desse lucro,
O Brasil enriquecia!

Promete ponte, promete estrada,
Promete casa e hospital,
Promete resolver tudo
Com discurso monumental.
Mas o povo quer saber
O que virou realidade afinal!

2. Lula na banca principal

Lula entra na conversa,
Seu governo é discutido,
Tem quem destaque programas,
Tem quem faça outro sentido.
E o eleitor vai cobrando
O resultado prometido.

Na feira da democracia,
Não existe passe livre:
Quem governa é questionado,
Mesmo quando o apoio é firme.
O mandato pede contas,
E a cobrança segue viva!

[REFRÃO — O POVO RESPONDE]

Ê, feirante, bota o preço!
Ê, matuto, vai olhar!
Quem promete vende sonho,
Quem governa tem que entregar!

Olha a feira! Olha a feira!
Tem discurso no balcão!
Mas quem paga essa despesa
É o povo da nação!

3. Flávio na banca da articulação

Flávio Bolsonaro entra
Na conversa do mercado,
Seu estilo político
É tema de debate acalorado.
E o matuto pergunta:
“Que trabalho foi entregue?
Que projeto foi aprovado?”

Na política, meu amigo,
Articular faz parte do jogo,
Mas o povo quer saber
Se o mandato vai além do fogo
Dos discursos e disputas
Que incendeiam o próprio povo.

Não basta falar bonito,
Nem dominar o microfone,
O eleitor quer conhecer
O resultado e o nome
Dos projetos realizados,
Não somente o sobrenome!

4. Jair Bolsonaro na barraca da memória

Jair Bolsonaro aparece
Na memória eleitoral,
Seu governo ainda provoca
Debate político nacional.
Tem quem defenda suas ações,
Tem crítica ao seu pessoal.

Mas a feira não se encerra
No grito de apoiador:
É preciso olhar os fatos,
O programa e o gestor.
A democracia exige
Que se escute cada setor.

5. Luciano Huck e a televisão

Luciano Huck tem espaço
Na conversa da televisão,
Onde política e audiência
Às vezes dividem o salão.
E o matuto pergunta sério:
“Qual é a informação?”

Tem programa, tem debate,
Tem chamada e opinião,
Tem audiência crescendo
Com suspense e emoção.
Mas notícia precisa de contexto
Pra esclarecer a população.

[REFRÃO — MAIS RÁPIDO, COM PALMAS]

Olha a feira! Olha a feira!
Tem promessa no balcão!
Tem discurso, tem disputa,
Tem pergunta do povão!

Ê, feirante, não disfarce!
Ê, matuto, preste atenção!
Quem recebe o voto do povo
Tem que prestar explicação!

6. A barraca do discurso bonito

Tem político eloquente
Que conhece a entonação,
Faz pausa no momento certo,
Levanta a mão na ocasião.
O eleitor quase acredita
Só de ouvir a declamação!

Mas discurso é mercadoria
Que não pode vir adulterada,
Se a promessa é de progresso,
Queremos ver a estrada.
Se promete melhorar a vida,
A mudança tem que ser comprovada!

7. A barraca da acusação

Quando aparece uma denúncia,
A conversa fica quente,
Cada lado dá sua versão,
Corre notícia entre a gente.
Mas suspeita não é sentença:
Isso precisa estar presente!

Se existe fato investigado,
Que se apure com rigor,
Sem blindagem pra aliado,
Sem condenação por clamor.
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 28/10/2026
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