

NA FEIRA DOS POLÍTICOS, QUEM PAGA É O POVO!Cordel satírico — A grande feira da política brasileira Autor: Antônio Laurentino — Sol Flamejante do Sertão** ABERTURA — O GRITO DO FEIRANTE Abre a roda, minha gente, Que hoje a feira vai ferver! Tem político vendendo sonho, Tem promessa pra chover! Mas o matuto quer saber: O que é que vai acontecer? Tem discurso na barraca, Tem palanque e confusão, Tem promessa embrulhada Em papel de eleição. E quem paga essa despesa É o povo da nação! Lula aparece na conversa, Flávio entra na discussão, Jair Bolsonaro é lembrado, Huck também entra em questão. E o matuto afia a língua Pra cantar sua opinião! ### REFRÃO — A FEIRA VAI CANTAR! **Olha a feira, minha gente!** **Tem promessa no balcão!** **Um vende sonho, outro vende fala,** **Quem paga é a população!** **Ê, feirante, diga o preço!** **Ê, matuto, preste atenção!** **Político que pede voto** **Tem que prestar explicação!** **Olha a feira! Olha a feira!** **Pode o povo se achegar!** **Quem promete vida boa** **Tem trabalho pra mostrar!** ### 1 — A BARRACA DAS PROMESSAS Chega um homem bem vestido, Com discurso preparado, Diz que o povo vai sorrir Quando tudo for mudado. O matuto olha e pergunta: “Cadê o que foi entregado?” Promete ponte, promete escola, Promete emprego e moradia, Promete acabar com a fome Antes do raiar do dia. Se promessa fosse comida, Ninguém mais padeceria! Tem promessa de fartura, Tem promessa de riqueza, Tem discurso tão bonito Que parece uma beleza. Mas a panela lá de casa Quer comida na mesa! ### 2 — LULA NA FEIRA DO DEBATE Lula entra na conversa, Seu governo está em questão, Tem quem louve suas medidas, Tem quem faça oposição. E o eleitor cobra resultados Pra avaliar sua gestão. Não basta dizer que fez, Nem basta o outro negar; É preciso olhar os dados, Comparar e investigar. Quem governa tem dever De explicar e demonstrar. O apoiador defende, O adversário quer criticar, Mas o povo lá na feira Tem direito de avaliar. Pois mandato não é herança Que ninguém possa questionar! ### 3 — FLÁVIO E A ARTE DA ARTICULAÇÃO Flávio Bolsonaro aparece Na política nacional, Seu estilo e suas estratégias Viraram tema eleitoral. E o matuto quer saber Qual foi sua ação parlamentar. Se é habilidoso no jogo, Se articula com destreza, Mostre também o resultado, Com trabalho e clareza. Pois discurso sem entrega Não alimenta a mesa! Na política, meu amigo, Saber negociar tem valor, Mas mandato exige serviço E compromisso com o eleitor. Não se vive só de fama, Nem de nome ou sobrenome, Quem representa tanta gente Tem que ouvir quem sente fome! ### REFRÃO — O POVO RESPONDE **Olha a feira, minha gente!** **Tem promessa no balcão!** **Um vende sonho, outro vende fala,** **Quem paga é a população!** **Ê, feirante, diga o preço!** **Ê, matuto, preste atenção!** **Político que pede voto** **Tem que prestar explicação!** ### 4 — JAIR BOLSONARO E A MEMÓRIA POLÍTICA Jair Bolsonaro também Tem lugar nessa cantoria, Seu governo deixou debates Que atravessam nossos dias. Uns defendem sua passagem, Outros apontam controvérsias e críticas. Cada qual tem sua memória, Sua versão e opinião, Mas a história exige fatos, Não somente exaltação. Nem aplauso vira prova, Nem gritaria, razão! Seja amigo ou adversário, Vale a mesma obrigação: Analisar atos e propostas Com respeito à informação. Pois o voto é coisa séria, Não é briga de facção! ### 5 — LUCIANO HUCK E O ESPETÁCULO Luciano Huck na televisão Tem audiência e comunicação, Seu nome também aparece Nas conversas da nação. E o matuto quer saber: Onde termina o show, onde começa a informação? Tem câmera, tem vinheta, Tem suspense e emoção, Tem programa que transforma Toda história em atração. Mas notícia precisa de contexto Pra esclarecer o cidadão! A televisão tem alcance, Pode informar e ensinar, Mas quem assiste também pensa, Também pode questionar. Não é porque passou na tela Que não se deve verificar! ### 6 — A BARRACA DAS ACUSAÇÕES Quando surge uma denúncia, A feira começa a ferver, Cada lado conta uma história, Cada qual quer convencer. Mas o matuto dá o aviso: “É preciso esclarecer!” Denúncia não é sentença, Suspeita não é condenação, Que se investigue com provas, Com Justiça e precisão. Nem blindagem pra aliado, Nem condenação por paixão! Se existe coisa errada, Que se apure até o fim; Sem inventar culpados, Sem esconder o que há ali. A verdade vale mais Que a fofoca do botequim! ### 7 — A BARRACA DO VOTO O matuto tira o chapéu E começa a explicar: “Meu voto não tem etiqueta, Não está à venda no bazar! Eu escolho com consciência, Ninguém vai me comandar!” Não me venha com ameaça, Nem mentira em promoção, Quero ouvir os argumentos, Quero ter informação. Meu voto é livre e consciente, É direito do cidadão! Se eu apoio, eu posso cobrar; Se discordo, posso falar. Democracia não exige Que eu deixe de pensar. Respeitar quem pensa diferente É saber participar! ### 8 — A BARRACA DA VIDA REAL Na barraca da saúde, Tem paciente a esperar; Na escola falta estrutura, Tem família a batalhar. O povo quer oportunidade Pra crescer e prosperar. Tem trabalhador cansado, Tem jovem querendo estudar, Tem mãe sustentando a casa, Tem aposentado a calcular. E o discurso dos palanques Precisa a essa gente alcançar! Não importa a cor da bandeira, Nem o partido escolhido, Quem precisa de serviço Quer respeito garantido. O governo tem que lembrar Que o povo não é esquecido! ### 9 — O FEIRANTE FAZ AS CONTAS O feirante pega o lápis, Faz a conta no balcão: “Eu pago minhas despesas, Tenho contas e obrigação. Quem administra o dinheiro Também deve explicação!” Não existe dono eterno Da cadeira ou do poder; Todo mandato tem limites, Todo gestor tem dever. O povo observa os atos E decide o que fazer! Pode haver muita propaganda, Pode haver grande comício, Mas o povo quer resposta E serviço no município. Quem governa precisa mostrar Que cumpriu o compromisso! ### 10 — O GRANDE FECHAMENTO Vou guardar minha viola, Mas deixo a reflexão: Não se governa um país Só com fala e encenação. É preciso ter trabalho, Respeito e prestação de contas à nação! O político passa, A bandeira vai guardar, Mas os problemas do povo Continuam a esperar. E quem recebeu o voto Tem dever de trabalhar! Na feira da democracia, Não há rei nem coronel; O povo escolhe o caminho, Não aceita cabresto ou anel. A cidadania é a força Que mantém de pé este céu! ### REFRÃO FINAL — TODA A FEIRA CANTANDO **Olha a feira, minha gente!** **Tem promessa no balcão!** **Um vende sonho, outro vende fala,** **Quem paga é a população!** **Ê, feirante, diga o preço!** **Ê, matuto, preste atenção!** **Político que pede voto** **Tem que prestar explicação!** **Promessa passa com o vento,** **O discurso pode voar,** **Mas o povo fica atento** **E não se cansa de cobrar!** **O Brasil não é barraca,** **Nem pertence a um feirante!** **O país é do seu povo,** **Que merece ir adiante!** **Antônio Laurentino — Sol Flamejante do Sertão** *Na feira da democracia, o povo escuta, compara, questiona e decide.* Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 26/10/2026
Alterado em 26/10/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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