

O DIA QUE JOYCE HASSELMANN SE RENDE AO PT
1.
Vou puxar minha viola, Preparar meu matulão, Pra contar um caso sério Que virou discussão: Uma antiga adversária Mudou sua posição! 2. Joyce Hasselmann, outrora, Fez do PT seu rival, Criticava Lula a fundo, Num combate eleitoral; Mas a política, meus caros, Tem surpresa no final! 3. Passou anos na peleja, No discurso e no debate, Fez da crítica uma bandeira, Enfrentou muito combate; Mas a vida dá cambalhota Quando o cenário se abate! 4. Quando o ano dezoito Trouxe nova eleição, Ela apostou em Bolsonaro, Defendeu sua direção; Foi com fé naquele projeto, Pôs esperança e coração! 5. Foi eleita deputada, Com votação de respeito, Assumiu lugar de destaque, Foi do governo um braço direito; Mas o rumo da política Nem sempre sai do seu jeito! 6. Liderou o governo, Defendeu sua posição, Participou da Previdência, Entrou na articulação; Quem estava dentro do barco Conhecia a embarcação! 7. Mas, segundo o seu relato, Veio a desilusão, O apoio virou denúncia, A confiança, oposição; Quem ontem dividia o palanque Hoje muda a direção! 8. Disse ter visto por dentro Coisas que não aceitou, E no primeiro ano do governo Sua esperança acabou; A antiga companheira Do projeto se afastou! 9. Falou de uma minuta Que seria pra dar golpe, Disse que levou o alerta A quem podia dar suporte; Uma denúncia dessa grandeza Não se resolve com palpite! 10. Contou que perdeu aliados, Que sofreu perseguição, Que enfrentou muitos ataques Por manter sua posição; Assim descreve a própria história Na sua declaração! 11. Quem ontem combatia o PT Agora anuncia o voto, E o eleitor fica olhando, Coçando o queixo, pensativo: “Foi mudança de estratégia Ou um susto decisivo?” 12. Ela disse: “Voto em Lula, Mas não mudo o que pensei; Amanhã faço oposição, Meu direito preservarei!” Na política, até o voto Pode surpreender a grei! 13. O matuto olha a cena, Dá um sorriso de lado: “Quem passou anos na briga Com o mesmo adversário, Se agora muda de rumo, Tem motivo declarado!” 14. Não quer dizer que virou Petista de carteirinha, Nem que apagou da memória Toda a antiga ladainha; Pode votar num candidato Sem mudar toda a vidinha! 15. Joyce fala em democracia, No perigo de um golpe, Diz que o respeito às regras É o que impede o desconforte; Pois sem jogo democrático Todo cidadão perde o norte! 16. Também fez acusações E previsões no discurso, Mas previsão não é sentença, Nem denúncia é fim de curso; A Justiça pede provas, Não condenação no impulso! 17. Flávio entrou na conversa, Com suspeitas e previsão, Mas o cordel deixa claro: É palavra em discussão; Crime só se dá por provado Com a devida apuração! 18. A política é um teatro De promessa e contradição, Tem quem troque de partido, Tem quem mude de opinião; Mas o povo tem direito De cobrar explicação! 19. Eu não vendo minha viola, Nem escondo o que escrevi, Faço sátira com coragem, Mas inventar eu não permiti; Quem discorda que responda Com argumento por aqui! 20. E termino esta peleja Com meu verso sertanejo: Mudar voto é um direito, Discordar também desejo; Mas democracia se defende Com respeito e com bom senso!
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 24/10/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|