Sol Flamejante do Sertão

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Textos

O IATE, O ROLEX E OS 700 MIL MORTOS
[Introdução — guitarra roots, baixo profundo e voz grave]

Yeah, yeah, yeah…
Brasil, abre os olhos!
A memória não morreu…
Setecentas mil histórias…
O tempo não esqueceu!

Oh, Jah… escuta o clamor!
Tanta saudade, tanta dor…
O povo pede consciência,
Justiça, respeito e transparência!

[Verso 1]

Era pandemia, o mundo em aflição,
Famílias separadas, lágrimas pelo chão.
Nos hospitais, a luta pela sobrevivência,
E o povo perguntando: cadê a providência?

Milhares de histórias ficaram pelo caminho,
Muita gente partiu sem despedida e carinho.
Cada vida era um mundo, cada ausência uma ferida,
Setecentas mil saudades marcando nossa vida.

[Pré-refrão]

Não é só estatística, não é número qualquer,
É a lembrança de um pai, de um filho, de uma mulher.
Quem perdeu alguém querido não consegue esquecer,
A memória dessa gente continua a viver!

[Refrão — coro coletivo, reggae roots]

Ôôô, Brasil, não pode esquecer!
Setecentas mil vidas, não dá pra esconder!
Ôôô, o povo quer saber!
Quem tinha responsabilidade precisa responder!

Não é ódio, não é vingança,
É memória e esperança!
Não é guerra, é consciência,
Queremos justiça e transparência!

[Verso 2 — o iate e o poder]

No Lago Paranoá, a história levantou questão,
Enquanto o povo enfrentava a dor e a solidão.
O relato fala em iate, em encontros e interesses,
E o país cobrando respostas, sem aceitar evasivas.

Covaxin e Pfizer, negociações em discussão,
O Brasil precisava de vacina, cuidado e proteção.
Cada contrato merecia clareza e explicação,
Pois saúde não é negócio sem controle da nação.

Não basta acusar, é preciso investigar,
Com documentos e provas, a verdade revelar.
Quem ocupa um cargo público tem dever de esclarecer,
A confiança do povo não se ganha sem responder!

[Refrão — guitarra marcando o contratempo]

Ôôô, Brasil, não pode esquecer!
Setecentas mil vidas, não dá pra esconder!
Ôôô, o povo quer saber!
Quem tinha responsabilidade precisa responder!

[Verso 3 — privilégios e cobrança]

Rolex, almoço caro, perguntas pelo caminho,
Enquanto tanta família enfrentava o desalinho.
Rachadinha e outras denúncias entraram na discussão,
E o povo exigindo apuração, justiça e explicação.

Acusação não é sentença, isso a gente tem que saber,
Mas ninguém está acima do dever de esclarecer.
Se há suspeita, investigue, faça a lei prevalecer,
Transparência para todos, sem privilégios no poder!

[Ponte — voz suave, baixo e bateria contida]

Oh, Jah… consola quem chorou,
Acolhe quem perdeu alguém que tanto amou.
Que a dor se transforme em consciência,
Que a verdade caminhe junto à justiça e à ciência.

Uma mãe sente saudade, um filho lembra o pai,
A ferida da partida não desaparece e não se vai.
Que nenhuma outra família tenha de enfrentar
Uma perda tão profunda sem poder se despedir, sem abraçar.

[Verso 4 — reggae de resistência]

Da favela ao sertão, da cidade ao interior,
A memória atravessa o tempo, a distância e a dor.
Não importa a ideologia, nem o lado da eleição,
Toda vida tem valor, toda família merece consideração.

A democracia precisa de coragem pra cobrar,
De liberdade pra falar, de direito pra investigar.
Sem mentira, sem calúnia, sem condenação precipitada,
Queremos a verdade inteira, com a justiça respeitada!

[Refrão final — coro forte, vozes em harmonia]

Ôôô, Brasil, não pode esquecer!
Setecentas mil vidas, não dá pra esconder!
Ôôô, o povo quer saber!
Quem tinha responsabilidade precisa responder!

Não é ódio, não é vingança,
É memória e esperança!
Não é guerra, é consciência,
Queremos justiça e transparência!

[Final — voz grave, guitarra roots e coro diminuindo]

Setecentas mil vidas…
Setecentas mil histórias…
A memória permanece
Gravada em nossas memórias.

O poder passa, o tempo vai,
Mas a saudade não se desfaz.
Um povo consciente não aceita a omissão
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 24/10/2026
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