

A DEMOCRACIA NÃO SE NEGOCIA
[INTRODUÇÃO — Voz grave, batida lenta]
Presta atenção, minha gente, Qu e o cordel vai começar: Tem promessa reluzente Que depois pode enferrujar. O poder muda de lado, Mas não muda a Constituição; Quem brinca com a democracia Pode tropeçar na própria mão! [VERSO 1 — A promessa] Em dois mil e dezoito, surgiu uma esperança, Com discurso de mudança e promessa de confiança: “Vou limpar a corrupção, renovar o poder!” Mas entre o que se promete E aquilo que se faz, Há uma estrada comprida Que o povo precisa ver! Joyce entrou na caminhada, Apostou no projeto, Defendeu a liderança, Com discurso bem direto. Mas, segundo seu relato, A esperança se quebrou, E a confiança no governo Pelo caminho se perdeu! No primeiro ano, veio a ruptura, Mudou o rumo, mudou a postura. Disse que viu por dentro O que precisava denunciar, E que não ficaria calada Vendo a crise aumentar! [PRÉ-REFRÃO — A batida cresce] Quem sobe ao poder Tem que prestar conta! Quem recebe voto Não pode esquecer! A cadeira é passageira, A história faz cobrança, E o povo tem direito De saber e responder! [REFRÃO — Coro coletivo] Não, não, não! A democracia não se vende! Não, não, não! O direito não se rende! Pode mudar o governo, pode mudar a direção, Mas ninguém é dono da nossa nação! Não, não, não! A democracia não se negocia! O povo quer respeito, verdade e cidadania! Se perder uma eleição é parte do jogo, irmão, Perder a liberdade é entregar o próprio chão! [VERSO 2 — A ruptura e as denúncias] Ela diz que denunciou, Enfrentou oposição, Perdeu espaço e aliados, Pagou caro pela posição. Falou de minuta e plano Que julgou preocupante, E levou suas informações À autoridade competente. Mas acusação pede prova, Documento e apuração; Denúncia não é sentença, Nem paixão é decisão. Justiça não se constrói Com boato ou gritaria; Precisa de fato e lei, De respeito e garantia! Há uma linha perigosa Que ninguém deve cruzar: A vontade das urnas Não se pode apagar. Com ameaça ou violência, Com ruptura institucional, Pois a democracia é patrimônio Do povo nacional! [VERSO 3 — A mudança de posição] Combateu o PT Por mais de vinte anos, Foi adversária de Lula, Sustentou seus desenganos. Mas, no momento decisivo, Disse, sem hesitação: “Eu voto Lula”, afirmando Sua nova posição. Não apagou seu passado, Nem negou sua trajetória, Mas pôs a democracia No centro daquela história. Na política, às vezes, A contradição vem cobrar: Quem muda de lado precisa Explicar por que vai mudar! [PONTE — Voz falada, beat reduzido] Escuta, minha gente! Democracia não é gostar De todo candidato. Não é concordar Com todo partido. É poder discordar Sem ser perseguido. É votar, protestar, Cobrar e fiscalizar. O voto não dá poder absoluto. Mandato não é propriedade. E nenhum projeto político Está acima da Constituição! [REFRÃO — Bateria pesada, coro de rua] Não, não, não! A democracia não se vende! Não, não, não! O direito não se rende! Pode mudar o governo, pode mudar a direção, Mas ninguém é dono da nossa nação! Não, não, não! A democracia não se negocia! O povo quer respeito, verdade e cidadania! Se perder uma eleição é parte do jogo, irmão, Perder a liberdade é entregar o próprio chão! [VERSO 4 — A voz do povo] Na quebrada e na praça, No sertão e no rincão, Tem trabalhador querendo Ter voz e participação. Quer escola, quer saúde, Quer respeito e dignidade, Quer poder discordar Com plena liberdade! Não é culto a político, Nem cheque assinado em branco; É cobrar de quem governa, Seja pobre ou seja franco. Se prometeu, que explique; Se errou, que vá responder; E se a Justiça comprovar, A lei tem que prevalecer! Não existe salvador Acima da lei maior, Nem dono da verdade Que se julgue superior. Democracia exige Coragem, atenção e ação, Pois poder sem fiscalização
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 23/10/2026
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