Sol Flamejante do Sertão

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Textos

A DEMOCRACIA NÃO SE NEGOCIA
Da aliança à ruptura

Antônio Laurentino — Sol Flamejante do Sertão

[INTRODUÇÃO — Voz grave, batida lenta]

Yeah!
Brasil, presta atenção!
O poder muda de lado,
Mas não muda a Constituição!

Eu já vi aliado virar adversário,
Já vi discurso virar contradição,
Mas quando a democracia entra em jogo,
Não dá pra brincar com o futuro da nação!

[VERSO 1 — A promessa]

Em dois mil e dezoito, nasceu uma esperança,
Promessa de mudança, discurso de confiança,
Combater a corrupção, renovar o poder,
Mas entre o que se promete e o que se faz,
Tem uma distância que o povo precisa ver!

Joyce entrou na caminhada, acreditou no projeto,
Defendeu a liderança, apostou no futuro,
Mas, segundo seu relato, a esperança foi quebrada,
E a confiança no governo virou passado obscuro!

No primeiro ano, veio a ruptura,
A líder deixou o posto, mudou sua postura,
Disse que viu por dentro o que precisava denunciar,
E que não ficaria em silêncio vendo a crise aumentar!

[PRÉ-REFRÃO — A batida cresce]

Quem sobe ao poder tem que prestar conta!
Quem recebe voto não pode esquecer!
A cadeira é passageira, a história faz a cobrança,
E o povo tem direito de saber!

[REFRÃO — Coro coletivo]

Não, não, não! A democracia não se vende!
Não, não, não! O direito não se rende!
Pode mudar o governo, pode mudar a direção,
Mas ninguém é dono da nossa nação!

Não, não, não! A democracia não se negocia!
O povo quer respeito, verdade e cidadania!
Se perder uma eleição é parte do jogo, irmão,
Perder a liberdade é entregar o próprio chão!

[VERSO 2 — A ruptura e as denúncias]

Ela diz que denunciou, enfrentou oposição,
Perdeu aliados, espaço e posição,
Falou de uma minuta, de um plano preocupante,
E levou suas informações às autoridades competentes.

São acusações que exigem prova,
Documentos, investigação e apuração,
Porque denúncia não substitui julgamento,
E justiça não se faz na base da paixão!

Mas existe uma linha que não se deve cruzar:
A vontade das urnas não se pode apagar
Com ameaça, violência ou ruptura institucional,
Pois a democracia é patrimônio nacional!

[VERSO 3 — A mudança de posição]

Ela combateu o PT por mais de vinte anos,
Foi adversária de Lula, sustentou seus planos,
Mas declarou que, naquele momento decisivo,
Via na escolha eleitoral um compromisso defensivo.

Disse: “Eu voto Lula”, sem esconder a decisão,
Mesmo sabendo que enfrentaria crítica e pressão,
Não apagou seu passado, nem negou sua trajetória,
Mas colocou a democracia no centro da história!

Isso mostra o conflito que existe na política:
Quando a antiga aliança já não parece legítima,
O indivíduo tem que encarar sua contradição
E explicar ao povo o motivo da decisão!

[PONTE — Voz falada, beat reduzido]

Escuta!

Democracia não é gostar de todo candidato.
Não é concordar com todo partido.
É poder discordar sem ser perseguido.
É poder votar, protestar, cobrar e fiscalizar.

O voto não dá poder absoluto.
O mandato não é propriedade.
E nenhum projeto político
Está acima da Constituição!

[REFRÃO — Bateria pesada, coro de rua]

Não, não, não! A democracia não se vende!
Não, não, não! O direito não se rende!
Pode mudar o governo, pode mudar a direção,
Mas ninguém é dono da nossa nação!

Não, não, não! A democracia não se negocia!
O povo quer respeito, verdade e cidadania!
Se perder uma eleição é parte do jogo, irmão,
Perder a liberdade é entregar o próprio chão!

[VERSO 4 — A voz do povo]

Na quebrada, na praça, no sertão,
Tem gente que trabalha e quer participação,
Quer escola, quer saúde, quer dignidade,
Quer poder discordar com liberdade!

Não é culto a político, nem cheque em branco,
É cobrar de quem governa, seja qual for o banco,
Se prometeu, tem que explicar,
Se errou, tem que responder,
E se a Justiça provar, a lei tem que valer!
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 23/10/2026


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