

A POLÍTICA NÃO É UM RINGUE
Por Antônio Laurentino — Sol Flamejante do Sertão
1. O debate começou Preparem os microfones, Que a peleja vai começar, Dois políticos frente a frente, Cada qual quer se explicar; Mas o povo está querendo Ver propostas no lugar! 2. A arena da política Política não é ringue, Nem terreiro de valentia, Não se governa uma nação Com deboche e gritaria; Quem transforma o debate em briga Põe em risco a democracia! 3. O eleitor quer saber O eleitor quer resposta, Não quer só provocação, Quer saber de onde vem O dinheiro da aplicação, Pois promessa sem projeto Vira fumaça no sertão! 4. O perigo dos aplausos Quando a ofensa ganha aplauso, Muita gente acha normal, O respeito perde espaço, O deboche vira sinal De uma força que, na prática, Pode ser superficial! 5. A idade não tira direitos Oitenta anos de vida Não são motivo de escárnio, Quem chegou à idade avançada Tem respeito necessário; Discordar de um homem idoso Não autoriza o contrário! 6. A pergunta que não cala Se o assunto é segurança, Vamos juntos conversar: Qual o plano, qual a verba, Quem pretende executar? Pois falar que acaba o crime É bem fácil de anunciar! 7. A questão das milícias Milícia não se combate Com discurso de ocasião, Tem que investigar o dinheiro, As armas e a corrupção, E alcançar quem dá cobertura A essa criminosa ação! 8. O dever de prestar contas Quem passou pelo poder Tem dever de apresentar O trabalho que realizou, O que pôde conquistar, Pois mandato não é enfeite Que se usa pra desfilar! 9. A política dos cortes Hoje um vídeo de segundos Pode a rede incendiar, Um pedaço de uma fala Faz a turma compartilhar; Mas a história por inteiro Pouca gente quer olhar! 10. A escola da intolerância Quando o deboche é premiado, Vira exemplo a seguir, Tem menino que aprende Que humilhar é conseguir; Mas respeito é coisa séria, Não se deve destruir! 11. Na igreja e no trabalho Na igreja ou na oficina, Na empresa ou no salão, Ninguém deve usar o cargo Pra impor humilhação; Autoridade sem respeito É abuso de posição! 12. A firmeza verdadeira Ser valente é ter coragem De enfrentar a discussão, Apresentar provas e fatos, Sustentar sua posição; Sem pisotear a honra De quem pensa em contramão! 13. O dever de cada candidato Quem deseja governar Tem que ouvir e responder, Mostrar plano, explicar gastos, Ter coragem de esclarecer; Pois o povo paga a conta E tem direito de saber! 14. O julgamento do povo Não se escolhe um governante Pelo corte que viralizou, Nem somente pelos gritos Que a plateia levantou; É preciso olhar os fatos E o trabalho que mostrou! 15. O recado do sertão Eu sou filho do Nordeste, Onde aprendi a pelejar, Mas aprendi que a palavra Também pode edificar; Quem tem força nos argumentos Não precisa humilhar! 16. O Brasil que nós queremos Quero um Brasil onde a crítica Tenha espaço e liberdade, Onde o pobre tenha voz, Onde exista dignidade, E o poder preste contas Com respeito à sociedade! 17. A última palavra A política é serviço, Não troféu de campeão, O mandato é compromisso Com a vida da nação; Quem confunde poder com mando Desconhece a obrigação! 18. Fechamento do cordel Vou terminar meu cordel Com um recado verdadeiro: Não se mede um candidato Pelo grito mais ligeiro; Quem deseja governar Tem que respeitar o brasileiro!
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 21/10/2026
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