

🌻 DONA GILDA, 97 ANOS A Mulher que Nunca Deixou de Votar I — O nascimento de uma guerreira Vou contar uma bela história Que merece ser lembrada, De uma mulher nordestina, De uma vida batalhada, Dona Gilda é seu nome, Uma história iluminada! Gilda de Oliveira Nunes, Mulher de fibra e valor, Nasceu no Piauí distante, Sob o sol abrasador, No dia quatro de junho, De mil novecentos e vinte e nove, com ardor! II — As raízes do Piauí No interior de Barras, Foi seu berço de nascer, Numa terça-feira de junho, Às onze, veio a viver, Sem saber que a própria história Tanta coisa ia escrever! O sertão lhe deu coragem, A necessidade, lição, A vida não foi de luxo, Nem de fácil condição, Mas quem enfrenta a dureza Cria força no coração! III — A chegada ao Maranhão Em trinta e oito chegou Ao Maranhão brasileiro, Quando Chapadinha alcançou Seu destino de cidade, Levando na sua bagagem A esperança e a vontade! A vida era muito dura, Faltava comodidade, O trabalho era pesado, Havia necessidade, Mas o povo sustentava Sua família com dignidade! IV — O trabalho na roça Foi quebrando coco babaçu, Na labuta do sertão, Trabalhando na caieira, Enfrentando o solão, Tirando a palha da carnaúba, Com coragem e disposição! Era o suor de cada dia, Era a luta pra viver, Era o braço calejado, Era o pão para comer, Quem conhece essa pobreza Sabe o preço do vencer! V — Uma vida de memória Gilda viu passar os anos, Muita história aconteceu, Presenciou tantos governos, Tanto o Brasil conheceu, E guardou na sua memória Tudo aquilo que viveu! Desde os tempos de Getúlio, A história acompanhou, Viu mudanças no país, Viu o tempo que passou, E em cada nova eleição, Seu direito preservou! VI — O valor do voto “Eu nunca deixei de votar!”, Dona Gilda declarou, Com seus antigos comprovantes, Sua palavra confirmou, Noventa e sete anos de vida, E o voto não abandonou! Cada voto é uma escolha, Cada urna, uma expressão, É o direito do cidadão De participar da nação, E a idade não apaga A voz de uma geração! VII — A luz que chegou ao interior Dona Gilda recorda A luz que veio iluminar, O interior esquecido, Onde era difícil morar, E a chegada da energia Fez a esperança brilhar! Ela atribui a Lula Essa grande realização, E recorda a luz chegando Aos recantos do sertão, Pois quem viveu na escuridão Sabe o valor da iluminação! VIII — A voz de Dona Gilda Ela fala com firmeza, Sem esconder sua opinião, Diz que apoia o presidente, Que confia em sua atuação, E convida outros idosos A exercerem seu direito de decisão! “Eu acompanho desde cedo A política nacional, E desejo que os idosos Participem de forma igual, Pois votar é um direito Do cidadão eleitoral!” IX — O legado de uma mulher Dona Gilda é testemunha De um Brasil que se mudou, De um tempo de tanta luta, De um povo que trabalhou, E de uma mulher valente Que sua história preservou! Não se mede uma existência Pela idade que alcançou, Mas pelas lutas enfrentadas, Pelo amor que cultivou, Pela voz que permanece E por tudo que ensinou! X — Homenagem do poeta Receba, Dona Gilda, Meu abraço em forma de flor, Este cordel lhe oferece Respeito, estima e calor, Pois sua história merece Ser contada com amor! Que seus anos sejam sempre Uma fonte de inspiração, Que sua voz seja ouvida, Que se respeite sua opinião, E que nunca falte ao idoso Dignidade e proteção! Dona Gilda, sua história É memória popular! Noventa e sete anos de vida, Tanta coisa pra contar! Quem lutou por tantos anos Tem histórias pra ensinar Antônio Laurentino — Sol Flamejante do Sertão Mestre, Dona Gilda merece uma homenagem que atravesse gerações! A história dela nos lembra que o voto também é memória, participação e cidadania. Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 18/10/2026
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