

🪢 O GRITO DE SELMA: O NORDESTE NÃO SE CURVA! Um grande cordel de protesto em sextilhas Antônio Laurentino — Sol Flamejante do Sertão 1 — A FEIRA DA INSPIRAÇÃO Lá na feira do Egito, Onde a poesia tem vez, Um encontro inesperado Fez pensar mais de uma vez; Uma pergunta provocante Fez falar uma mulher de tez! 2 — A PERGUNTA INCONVENIENTE Perguntaram à Selma: “Vou fazer uma indagação: Dizem lá pelo Sudeste Que o Nordeste, em votação, Vota em Lula por ser pobre, Sem estudo e sem razão!” 3 — A RESPOSTA DE SELMA Selma olhou firmemente, Sem baixar a sua voz: “Eu conheço a minha vida, Sei o que aconteceu entre nós; Minha escolha tem motivo, Não aceito esse rótulo atroz!” 4 — A DIGNIDADE DO POVO Não se mede inteligência Pelo chão onde se pisa, Nem se julga a consciência Pela roupa ou pela brisa; Quem despreza o nordestino Sua própria alma minimiza! 5 — A CONSCIÊNCIA DE CLASSE Sou mulher trabalhadora, Sei quanto custa o pão, Conheço a luta diária, O suor da profissão; Minha escolha é minha escolha, Não aceito humilhação! 6 — O PASSADO E O PRESENTE Disse Selma: “Eu comparo O passado e o presente, Vejo o mundo à minha volta, Penso livre, conscientemente; Não preciso que me ensinem A pensar como essa gente!” 7 — O SONHO DA UNIVERSIDADE Ela falou do ProUni, Da vontade de estudar, De jovens que encontraram Uma chance de avançar; Quando a porta se abre à frente, Mais pessoas podem entrar! 8 — A ÁGUA DO SERTÃO Lembrou obras de abastecimento, Adutoras pelo chão, A transposição das águas Do querido São Francisco irmão; Pois a seca não se vence Só com reza e oração! 9 — O VALOR DA ÁGUA Água é vida para a roça, Para o gado e o plantador, É esperança para a casa, Para o filho e o sonhador; Quando chega à comunidade, Dá alívio ao trabalhador! 10 — A MESA DO TRABALHADOR Quando a fome bate à porta, Não se pode esperar, Quem não tem o que comer Precisa se alimentar; Nenhuma família merece Ver seus filhos definhar! 11 — A RENDA QUE CIRCULA Selma falou do Bolsa Família, Da renda a circular, Da compra no mercadinho, Da feira a movimentar; Quando o pobre compra o básico, O comércio pode girar! 12 — ASSISTÊNCIA E OPORTUNIDADE Uma ajuda é necessária Quando a vida aperta o nó, Mas também queremos emprego Pra ninguém ficar só; Educação e oportunidade Fazem o caminho maior! 13 — O PRECONCEITO REGIONAL Quem nasceu lá no Nordeste Tem direito de pensar, Pode ler, fazer ciência, Pode escrever e ensinar; O CEP não dá diploma Nem proíbe alguém de sonhar! 14 — O NORDESTE QUE PENSA Tem doutor e lavrador, Tem poeta e professor, Tem artista, engenheiro, Tem estudante e escritor; Nossa terra é muito rica Em trabalho e em valor! 15 — O VOTO NÃO É IGNORÂNCIA O voto é livre escolha, É direito do cidadão, Não revela a inteligência Nem resume uma nação; Pode haver divergência, Mas respeito é obrigação! 16 — A DEMOCRACIA Quem prefere um candidato Tem direito de escolher, Quem discorda tem direito De explicar seu parecer; Mas insulto não é argumento, Nem humilhar é convencer! 17 — O POLÍTICO NA COBRANÇA Quem governa deve contas, Tem dever de trabalhar, Prometeu, mostre o resultado, Fez promessa, vá provar; Mandato não é propriedade Que ninguém pode fiscalizar! 18 — A VERDADE EM PRIMEIRO LUGAR Se aparece uma denúncia, É preciso investigar, Com documentos e provas, Sem a verdade atropelar; Nem condene por boato, Nem se apresse a inocentar! 19 — DIREITA, ESQUERDA E CENTRO Cada qual siga seu rumo, Com respeito e opinião, Pode a direita ser crítica, Pode a esquerda dar razão; Mas ninguém é dono do povo, Nem de sua decisão! 20 — A HISTÓRIA NÃO SE APAGA Nossa história tem feridas Que precisamos estudar, Os períodos autoritários Devem nos fazer pensar; Liberdade e democracia São conquistas a preservar! 21 — A FEIRA COMO TRIBUNA Lá na feira de São José, Entre a banca e o pregão, Selma fez de sua fala Um chamado à reflexão; Quem despreza o voto alheio Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 18/10/2026
Comentários
|