Sol Flamejante do Sertão

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TRABALHADOR NÃO É MÁQUINA!

I

Vou levantar minha voz

Com coragem e consciência,

Defender quem dá seu sangue

No trabalho e na labuta,

Pois ninguém nasceu escravo

Nem merece viver na luta.

II

O trabalhador levanta

Quando o céu ainda é escuro,

Pega o ônibus lotado,

Vai enfrentar dia duro;

Enquanto o patrão descansa,

Ele enfrenta o chão mais duro.

III

Bate o ponto, veste a farda,

Vai cumprir sua missão,

Mas também sente cansaço,

Tem família e coração;

Não se pode exigir do homem

O que se exige de um motor em ação.

IV

Trabalhador não é máquina,

Não nasceu pra se quebrar,

Tem seus sonhos, tem seus filhos,

Tem direito de descansar;

Produzir não é morrer

Nem viver só pra trabalhar.

V

Tem gente que passa o dia

Sob pressão e cobrança,

Perde o sono, perde a saúde,

Vai morrendo a esperança;

E ainda escuta do chefe

Que lhe falta confiança.

VI

A máquina, quando se quebra,

Vai pra oficina consertar;

Mas o homem adoecido

Quem irá recuperar?

Se o serviço vale ouro,

A vida não tem que esperar.

VII

Não sou contra o progresso,

Nem condeno a produção,

Quero emprego com respeito,

Salário justo e proteção;

Que a riqueza seja humana,

Não escravidão disfarçada de patrão.

VIII

Quem trabalha merece

Ter seu tempo de viver,

Ver os filhos crescerem,

Ter descanso e lazer;

Pois a vida não é somente

Produzir até morrer.

IX

A tecnologia avança,

Robô trabalha sem parar,

Mas o homem tem limites

Que se deve respeitar;

Máquina não tem família

Nem precisa descansar.

X

Não se mede um ser humano

Pelo tanto que produz,

Cada vida tem seu brilho,

Cada história tem sua luz;

Quem trabalha com dignidade

É cidadão que nos conduz.

XI

Que o patrão compreenda

O valor de cada mão,

Que o governo faça leis

Pra garantir proteção;

E que o lucro não se torne

O senhor da exploração.

XII

Seja no campo ou na fábrica,

No comércio ou construção,

Quem trabalha merece

Respeito e valorização;

Pois sem gente trabalhando

Não se ergue uma nação.

XIII

Deixo aqui meu pensamento,

Minha palavra e meu sinal:

Trabalhar é necessário,

Mas respeito é fundamental!

Trabalhador não é máquina:

É ser humano, é essencial!

Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 15/10/2026
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