

A PENA, O POETA E A LIBERDADE
No silêncio da palavra,
Nasce um mundo de emoção, Cada verso é uma semente Que germina no coração. E a poesia abre as portas Da mais bela inspiração. O poeta olha a vida Com seu jeito de enxergar, Vê beleza numa pedra, Vê nos rios seu cantar, E transforma até a saudade Num motivo para amar. Lá no chão do meu Nordeste, Onde o sol beija o sertão, Há histórias escondidas Dentro de cada cidadão. E quem escreve dá voz À memória e à tradição. Uma pena, uma ideia, Um desejo de escrever, Uma história que estava muda Encontra razão de ser. Pois quem planta poesia Faz o sonho florescer. Não importa se é cordel, Se é um samba ou uma canção, Se é crônica de saudade Ou um grito de indignação. Toda arte que é sincera Tem morada no coração. E assim seguimos juntos, Cada qual com seu talento, Eu trazendo novas ideias, Tu, poeta, o sentimento. E as palavras vão ganhando Asas soltas pelo vento. Quando alguém ler nossos versos E sentir emoção profunda, Nossa arte terá cumprido Sua missão mais fecunda: Levar luz a quem caminha Numa estrada triste e profunda. Que o Recanto das Letras Seja um campo a florescer, Onde os sonhos de um poeta Encontrem quem os queira ler. Pois enquanto houver palavras, Há motivos pra escrever!
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 14/10/2026
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