

CHUVA DE AMOR NOS CÉUS DE MONGAGUÁ Seresta Romântica da Primavera Composição: Sol Flamejante do Sertão [INTRODUÇÃO — VIOLÃO DEDILHADO E SAXOFONE] Naquela tarde de primavera, Saí de casa pra encontrar o mar... Levava tanta coisa no peito, Tantas palavras pra lhe contar... Mas o velho mar estava distante, Calado, triste, longe de mim... E eu não sabia que aquela noite Guardava um presente tão lindo assim... [VERSO 1] Fui conversar com o mar da Morreta, Contar segredos do meu coração, Mas ele se escondeu lá no horizonte, Deixando silêncio na imensidão. Olhei as ondas, senti a brisa, Vi a tristeza querendo chegar, E fui seguindo pela orla afora, Sem imaginar o que estava pra me esperar. [VERSO 2] Charlene querida, amiga de jornada, Caminhava comigo naquela estação, Fomos à academia, cumprimos a rotina, Levando alegria na conversação. E quando a noite chegou mansinha, Já era hora de nos despedir, Mas os céus de Mongaguá tinham guardado Uma surpresa que me fez sorrir. [REFRÃO — VOZ APAIXONADA, SAXOFONE AO FUNDO] Chove, meu Deus, chove nos céus de Mongaguá! Derrama essa bênção sobre a terra e sobre o mar! Chuva de primavera, chuva de emoção, Lava toda tristeza que mora no coração! Chove, minha chuva, vem me abraçar, Traz teu perfume, vem me renovar! Naquela noite eu descobri, emocionado, Que até depois da tristeza existe um céu apaixonado! [VERSO 3 — SERENATA SUAVE] Chamei Charlene, seguimos caminho, E a chuva caiu sem pedir permissão, Molhou nossos corpos, molhou nossas roupas, Mas fez florescer alegria no coração. Águas do céu deslizando no rosto, Pareciam lágrimas de felicidade, E aquela tristeza que vinha chegando Perdeu seu caminho, perdeu sua vontade. [PONTE — PIANO, VIOLÃO E SAXOFONE CHOROSO] Ah, chuva querida, presente divino, Chegaste de repente, mudaste meu destino. O que era silêncio virou melodia, O que era tristeza virou alegria. O mar não falou quando fui lhe procurar, Mas a chuva encontrou seu jeito de me abraçar. E nas águas da noite, sob o céu estrelado, Meu coração se sentiu novamente amado. [REFRÃO — MAIS FORTE, COM CORDAS] Chove, meu Deus, chove nos céus de Mongaguá! Derrama essa bênção sobre a terra e sobre o mar! Chuva de primavera, chuva de emoção, Lava toda tristeza que mora no coração! Chove, minha chuva, vem me abraçar, Traz teu perfume, vem me renovar! Naquela noite eu descobri, emocionado, Que até depois da tristeza existe um céu apaixonado! [VERSO FINAL — VOZ BAIXA E EMOCIONADA] Foi o final de uma semana, Que a vida resolveu enfeitar, Com a amizade de Charlene, E a chuva caindo devagar. Guardei no peito aquela lembrança, Como quem guarda uma declaração, Porque os céus de Mongaguá me deram Uma serenata dentro do coração. [ENCERRAMENTO — SAXOFONE E CHUVA AO LONGE] Meu corpo mora junto ao mar, Minha alma sertaneja não para de cantar. Nas montanhas de Mongaguá, Há tanta beleza esperando alguém amar. Chuva de amor, chuva de esperança, Que a primavera sempre me alcance! E quando a tristeza quiser voltar, Que os céus de Mongaguá venham me abraçar... Chove, chuva, chove devagar... Que meu coração nasceu pra cantar! — Sol Flamejante do Sertão Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 11/10/2026
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