

CORDEL DOS SENTIMENTOS Versos de esperança — Sol Flamejante do Sertão [ABERTURA — VOZ SERENA, VIOLA E CORAÇÃO] Acorda, meu povo, escuta, O que a alma quer dizer: Sentimento não é fraqueza, É coragem de viver. Tem tristeza que ensina, Tem saudade que faz bem, Tem amor que chega manso E transforma o que se tem. [VERSO 1] Há quem esconda o próprio pranto Por vergonha de chorar, Mas até a chuva no céu Precisa um dia desaguar. O coração quando aperta Pede colo e atenção; Não existe alma de ferro, Todo peito é emoção. A alegria é passarinho Que pousa sem avisar; Quando a gente abre a janela, Ela aprende a ficar. [REFRÃO — CORO SUAVE] Sentimentos, venham cá, Façam roda no terreiro! Cada lágrima é semente, Cada abraço é candeeiro! Sentimentos, podem vir, Sem medo de se mostrar; Quem conhece a própria alma Sabe melhor caminhar! [VERSO 2] A saudade é uma estrada Que conduz ao que passou; Leva o cheiro de uma casa, Leva a voz de quem amou. A esperança é uma fogueira Que não deixa a noite vencer; Mesmo quando tudo escurece, Ela insiste em renascer. A coragem não é ausência De temor ou solidão; É seguir mesmo tremendo, Com verdade no coração. [PONTE — VIOLA E PALMAS] Se a tristeza bater forte, Dê-lhe espaço para falar; Toda dor que é acolhida Pode um dia se acalmar. Se o amor chegar de mansinho, Não o deixe se esconder; Coração que fecha as portas Perde a chance de florescer. [REFRÃO — REPETE COM CORO] Sentimentos, venham cá, Façam roda no terreiro! Cada lágrima é semente, Cada abraço é candeeiro! Sentimentos, podem vir, Sem medo de se mostrar; Quem conhece a própria alma Sabe melhor caminhar! [VERSO 3 — CORDEL FALADO] Não condeno quem se cala, Nem quem vive a se proteger; Cada peito tem seu tempo, Cada um sabe o que sofrer. Mas guardar tudo sozinho Pode a alma adoecer; Procure uma mão amiga, Há quem queira compreender. O perdão não apaga a história, Nem desfaz o que doeu; Mas liberta os nossos passos Do que um dia nos prendeu. [INTERLÚDIO — VOZ FALADA] Escuta, meu povo: Sentir não é perder a força. Chorar não é desistir. Pedir ajuda não é vergonha. E amar ainda é resistir. A vida tem seus espinhos, Mas também tem seu jardim. Quem cuida dos sentimentos Planta paz dentro de si. [REFRÃO FINAL — CORO E PERCUSSÃO] Sentimentos, venham cá, Façam roda no terreiro! Cada lágrima é semente, Cada abraço é candeeiro! Sentimentos, podem vir, Deixem o peito respirar; Quem acolhe a própria história Aprende a se transformar! [ENCERRAMENTO — VIOLA E VOZ SUAVE] Sol Flamejante do Sertão, Cantando com emoção, Que a tristeza vire aprendizado, E a esperança, direção. Que o amor seja caminho, Que a coragem seja abrigo, E que ninguém caminhe só Quando precisar de amigo. O coração tem seus mistérios, Mas também sabe florescer; Quem respeita o que sente Reaprende a viver. Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 11/10/2026
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