

O AZEITE DA FÉ DOS FALSOS PROFETAS Samba-enredo de protesto — Sol Flamejante do Sertão [ABERTURA — VOZ DO INTÉRPRETE] Abre a avenida, meu povo! Que o samba vai perguntar! Se o azeite veio do céu, Quem tem o direito de comercializar? Hoje a verdade desfila, A consciência vai despertar! O altar não é uma vitrine, E a fé não nasceu para se leiloar! [PRIMEIRA PARTE] No livro sagrado está escrito, Uma história de fé e de luz, Mas há quem confunda o caminho E esqueça os exemplos de Jesus. O dom que floresce na alma, A voz que consola a aflição, Não pode servir de fachada Pra alimentar a ambição. Tem gente vendendo promessa, Tem gente cobrando ilusão, Mas quem procura esperança Merece respeito e compaixão. Não se condena o trabalhador, Que também precisa de pão; O problema é fazer da fé Uma simples negociação! [REFRÃO PRINCIPAL — TODOS NA AVENIDA] Ê, abre os olhos, meu povo! Deixa a consciência falar! O azeite é símbolo sagrado, Não é mercadoria pra negociar! Ê, bate forte, bateria! Faz a verdade resplandecer! Quem usa o nome de Deus Tem responsabilidade no que dizer! [SEGUNDA PARTE] Há pastores de mãos estendidas Que acolhem quem sofre a dor, Há missionários anônimos Que espalham cuidado e amor. Mas quando o cifrão sobe ao púlpito, E o dinheiro vira condição, É preciso fazer a pergunta: Onde ficou a missão? O cantor merece respeito, O pregador também tem valor; Oferta justa e transparente Pode honrar quem serve ao Senhor. Mas vender milagres e promessas, Explorar o desespero alheio, É ferir quem busca esperança No momento mais triste e mais cheio De lágrimas dentro do peito. [PONTE DRAMÁTICA — SURDO MARCANDO] Se o azeite veio de Deus, Quem lhe dá precificação? Se o dom nasceu para servir, Por que transformá-lo em cifrão? Não é contra quem trabalha, Nem contra a congregação; É contra o abuso da esperança, É por respeito à fé do irmão! [REFRÃO — REPETE COM A BATERIA COMPLETA] Ê, abre os olhos, meu povo! Deixa a consciência falar! O azeite é símbolo sagrado, Não é mercadoria pra negociar! Ê, bate forte, bateria! Faz a verdade resplandecer! Quem usa o nome de Deus Tem responsabilidade no que dizer! [TERCEIRA PARTE — CRESCENTE CARNAVALESCO] Não quero julgar ninguém, Nem apontar sem saber; Mas toda denúncia merece Ser ouvida e esclarecida, Com responsabilidade no dizer. Que haja verdade nas igrejas, Que haja justiça e união; Que o pobre encontre acolhimento, E o aflito, consolação. Que o altar seja lugar de encontro, Que a Palavra inspire o bem, E que ninguém use a fé Para humilhar outro alguém! [GRANDE FINAL — COMUNIDADE CANTANDO] O azeite ilumina! A verdade vai brilhar! A fé não tem etiqueta Que o dinheiro possa comprar! O azeite ilumina! Deixa o povo despertar! Deus não precisa de comércio Para ensinar alguém a amar! [GRITO FINAL DO INTÉRPRETE] Sol Flamejante do Sertão! Põe a consciência na avenida! [TODOS] Que a fé seja luz, Que a verdade seja guia, E que o amor vença a ganância No desfile da cidadania! Ô, bateria! Pode tocar! Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 11/10/2026
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