Sol Flamejante do Sertão

Aprecie sem moderação

Textos


O PREÇO DO AZEITE

Reggae de protesto consciente

[Intro — falado]

Ei, meu irmão...

Antes de julgar alguém,

olhe primeiro para dentro do coração.

A pergunta é simples:

quanto vale aquilo que Deus nos confiou?

[Verso 1]

Tem gente pregando a Palavra,

Tem gente cantando louvor,

Tem gente vivendo do templo,

Tem gente servindo ao Senhor.

Mas quando o dom vira preço,

E a fé vira negociação,

É hora de parar e pensar:

qual é o centro da missão?

[Pré-refrão]

Ninguém está dizendo

que trabalhador não tem valor,

Quem serve também tem família,

tem despesa, tem suor.

Mas quando o dinheiro manda

e o chamado perde a direção,

a pergunta bate forte

dentro do coração.

[Refrão]

🔥 Não se vende o azeite!

Não se vende a vocação!

Dom recebido é compromisso,

não é mercadoria na mão!

🔥 Não se vende o azeite!

Deus conhece o coração!

Que haja oferta, que haja sustento,

mas não se venda a missão!

[Verso 2]

O pregador pode receber,

o cantor também pode ganhar,

Pois quem trabalha na obra

também precisa se alimentar.

Mas existe uma diferença

que precisamos respeitar:

uma oferta é gratidão,

outra coisa é estipular.

[Verso 3]

Se alguém viaja de longe,

tem passagem e hospedagem,

tem família esperando em casa,

tem custo nessa viagem.

Que a igreja seja generosa,

com respeito e transparência;

porque cuidar de quem trabalha

também é demonstração de consciência.

[Ponte — reggae roots]

E fica a pergunta no vento,

ecoando pelo salão:

Se o azeite veio de Deus,

quem lhe dá precificação?

Se a oliveira não é minha,

se a fonte não é minha, não!

Como posso vender o azeite

que recebi por vocação?

[Refrão]

🔥 Não se vende o azeite!

Não se vende a vocação!

Dom recebido é compromisso,

não é mercadoria na mão!

🔥 Não se vende o azeite!

Deus conhece o coração!

Que haja oferta, que haja sustento,

mas não se venda a missão!

[Break — falado]

Não é contra o pastor.

Não é contra o cantor.

Não é contra quem precisa viver do seu trabalho.

É uma reflexão.

Porque existe uma diferença

entre sustentar o trabalhador

e colocar preço no sagrado.

[Verso 4]

As dez virgens nos lembram

da reserva e da preparação;

cada uma carregava

sua própria responsabilidade na mão.

E quando a hora chegou,

não havia negociação:

o azeite era necessário

para iluminar a escuridão.

[Final — crescente]

Que o altar continue sendo altar,

que a Palavra continue sendo luz,

que o dom continue sendo serviço,

e que a fé nos conduza a Jesus.

Se houver dinheiro, haja clareza.

Se houver oferta, gratidão.

Se houver trabalho, haja sustento.

Mas acima de toda questão,

não se venda o azeite,

não se venda a vocação,

não se venda aquilo

que nasceu no coração!

[Outro — reggae roots]

O azeite é para iluminar...

Não é para colocar preço.

O dom é para servir...

E Deus conhece o endereço.

Fogo Mic na caneta,

consciência na palavra,

e respeito acima da briga. 🔥🎤🎸

Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 11/10/2026


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