

BORBOLETA-CORUJA DA SERRA DO MAR Seresta romântica — homenagem à natureza [Introdução — violão seresteiro] No meu quintal, numa manhã tão bela, Eu dava às abelhas alimento e flor, Quando surgiu uma linda sentinela, Asas de encanto, mistério e amor. [Verso 1] Borboleta-coruja, beleza divina, Caligo formosa, presente do céu, Teu voo desenha uma dança tão fina, Teu corpo parece pintado a pincel. Entre as abelhas, voavas contente, Buscando nas flores perfume e calor, E eu te admirava, tão simplesmente, Como quem descobre um segredo de amor. [Refrão] Borboleta-coruja, vem me visitar, Na Serra do Mar, onde eu vivo a sonhar, Trago um buquê de flores pra te receber, E a minha seresta pra te agradecer. Borboleta-coruja, não vai embora, Meu quintal te espera, meu coração chora, Se a vida é tão breve, tão linda assim, Deixa essa beleza morar dentro de mim. [Verso 2] O manacá-da-serra perfuma o caminho, As abelhas trabalham com dedicação, E eu, contemplando esse mundo tão lindo, Faço da natureza minha inspiração. Mongaguá tem serra, tem praia e tem vida, Tem mata que guarda mistérios sem fim, E cada criatura merece guarida, Pois toda existência tem valor para mim. [Ponte — violão e acordeom suaves] Se eu pudesse falar com as asas tuas, Pediria que voltasses ao entardecer, Sob o céu da serra, sob a luz da lua, Para outra canção eu poder escrever. [Refrão final] Borboleta-coruja, vem me visitar, Na Serra do Mar, onde eu vivo a sonhar, Trago um buquê de flores pra te receber, E a minha seresta pra te agradecer. [Final — voz suave] Vai, borboleta, pelo mundo afora, Leva a mensagem que eu quero cantar: Enquanto houver flores, abelhas e vida, Há esperança na Serra do Mar. E se voltares ao meu jardim, Terás flores, carinho e canção... Borboleta-coruja, guardo para ti Um lugar especial no meu coração. Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 11/10/2026
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