

O SUS — A SAÚDE QUE PERTENCE AO POVO
Inspirado na entrevista de Drauzio Varella com Nísia Trindade
Antônio Laurentino Sobrinho — O Arquiteto das Canções No Brasil de tanta terra, De sertão e litoral, Tem cidade muito grande, Tem recanto rural, E cuidar da nossa gente É dever primordial. Tem o povo da floresta, Tem o povo ribeirinho, Tem quem vive nas montanhas, Tem quem mora no caminho, E o direito à saúde Deve andar junto ao povinho. Quando a doença aparece, Não escolhe profissão, Não pergunta quanto ganha, Nem distingue cidadão; Por isso a saúde pública É direito da Nação. Drauzio trouxe a pergunta, Nísia veio responder, Com ciência e experiência, Com vontade de esclarecer: Como o SUS pode avançar E melhor servir você? Não se disse que é perfeito, Nem se escondeu seu senão, Pois existem filas grandes, Falta às vezes condição; Mas também existem feitos Que orgulham nossa Nação. Tem vacina protegendo Nossa gente e geração, Tem remédio, tem transplante, Tem pesquisa e prevenção, Tem serviço especializado Chegando à população. Tem agente comunitário Que conhece cada chão, Bate à porta das famílias, Escuta sua situação, E leva a voz do povo Para dentro da atenção. Esse agente é uma ponte Entre a casa e o hospital, Entre a dor de uma família E o cuidado profissional; É presença que aproxima O humano do social. Mas saúde não começa Quando a doença chegou; Começa antes, minha gente, No lugar onde se morou, Na comida, no trabalho, No direito que faltou. Saneamento é saúde, Boa escola é proteção, Moradia, alimento e renda Também entram na questão; Cuidar bem de uma pessoa É cuidar da população. E o Brasil vai envelhecendo, Novos tempos vão chegar, Hipertensão e diabetes Precisamos acompanhar; Mais que tratar uma doença, É preciso prevenir e cuidar. A ciência brasileira Tem talento e tem valor, Tem pesquisa avançada, Tem estudante e professor; Investir no conhecimento É investir no futuro e no labor. Quando o mundo enfrenta crise, Pandemia ou confusão, Ter ciência dentro de casa É também proteção; Produzir vacina e remédio É cuidar da população. E dinheiro bem aplicado, Com controle e transparência, Ajuda o SUS a crescer Com trabalho e competência; Boa gestão e compromisso Também fazem a diferença. Mas tem algo muito importante Que precisa acontecer: O governo fala e escuta, O cidadão fala também; Comunicação verdadeira Tem dois lados pra valer. Quem está dentro da fila Tem bastante coisa a dizer; Quem conhece a própria dor Pode ajudar a resolver; Ouvir bem a população Também é forma de fazer. O SUS não é de governo, Nem pertence a um partido, É conquista brasileira, É direito garantido; É patrimônio do povo Que precisa ser defendido. Se ainda existem problemas, Vamos juntos melhorar; Se existem portas fechadas, Vamos juntos destrancar; Se há caminhos muito longos, Novos meios vamos criar. Porque saúde não é luxo, Nem favor de autoridade; É direito de quem trabalha, De quem vive em comunidade, Do menino pequenininho Ao ancião da terceira idade. Quando a doença bate à porta, Pouco importa a opinião; Ela não pergunta partido, Nem pergunta posição; Só precisa encontrar cuidado E respeito no coração. Que o SUS tenha mais recursos, Mais ciência e proteção, Mais respeito aos servidores, Mais escuta e prevenção; E que nunca falte cuidado Para nossa população. Que se cuide de quem cuida, Que se escute quem está lá, Que a ciência tenha espaço, Que a gestão possa avançar; E que o povo brasileiro Tenha sempre onde buscar. Drauzio fez a pergunta, Nísia trouxe a reflexão, E este velho nordestino Deixa aqui sua opinião: Saúde pública forte É riqueza de uma Nação. Meu Brasil, abra os caminhos, Não deixe ninguém pra trás; Que o cuidado seja humano, Que a esperança encontre paz; Pois um povo bem cuidado É um povo muito mais capaz. E termino este cordel Com respeito e gratidão: SUS é casa que acolhe Toda a nossa população; Que se aprimore a cada dia Para cumprir sua missão! 🪢🔥 Fogo Mic na caneta, consciência na palavra, e respeito acima da briga política!
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 08/10/2026
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