

MEU CORPO NORDESTINO VIVE NA AREIA
[INTRODUÇÃO — sanfona chorando]
Ô, sanfoneiro, puxe o fole devagar... Que hoje a saudade quer dançar! Bota o triângulo pra tinir, Zabumba pode roncar! Que eu vou cantar meu Ceará Do outro lado do mar! [VERSO 1] Eu nasci lá no sertão, No meu querido Ceará, Terra quente, chão de pedra, Terra boa de lembrar. Minha infância ficou longe, Mas meu coração não foge, Sempre volta pra lá. Assaré mora no peito, Minha raiz, meu lugar, Terra de Patativa, Terra de verso popular. Quando escuto uma sanfona, Meu coração se abandona E começa a viajar. [PRÉ-REFRÃO] Pode tocar, sanfoneiro! Deixa a zabumba falar! Que a saudade do Nordeste Hoje vai me carregar! [REFRÃO — FORRÓ PRA CANTAR JUNTO] ❤️🩹 Meu corpo nordestino vive na areia, Mas minha alma ainda passeia Pelas terras do meu Ceará! 🪗 Ô, meu Ceará! Ô, meu Ceará! Meu corpo mora na Baixada, Mas meu coração mora lá! [VERSO 2] Hoje moro perto do mar, Vejo a Serra amanhecer, Tenho a Baixada Santista Como um novo bem-querer. Mas quando bate a saudade, Minha alma ganha liberdade E vai correndo te rever. Santos tem sua história, São Vicente tem tradição, Praia Grande tem seu povo, Mongaguá, meu coração; Itanhaém vem na roda, E a Baixada inteira acorda No compasso do baião! [REFRÃO] Meu corpo nordestino vive na areia, Mas minha alma ainda passeia Pelas terras do meu Ceará! Ô, meu Ceará! Ô, meu Ceará! Meu corpo mora na Baixada, Mas meu coração mora lá! [VERSO 3 — SERRA DO MAR] Quando olho para a Serra, Vejo a mata florescer, Vejo rio descendo a encosta, Vejo a vida acontecer. E lembro os povos primeiros, Guardiões e companheiros Que ensinaram a proteger. A floresta é nossa vida, Nossa água, nosso chão, Quem respeita a natureza Protege a futura geração. Da Serra até o oceano, Vai meu canto nordestino Num abraço de irmão. [PONTE — SANFONA E VOZ] Eu sou filho do sertão, Mas o mar me adotou... A Baixada abriu seus braços, E meu coração ficou. Mas tem coisa que não muda, Nem o tempo pode apagar: A raiz que nasce forte Nunca deixa de brotar! [QUEBRA — ZABUMBA] Êta saudade danada! Êta Nordeste arretado! Quem nasceu no Ceará Nunca esquece seu passado! [REFRÃO FINAL — DOBRADO, PRA DANÇAR] Meu corpo nordestino vive na areia, Mas minha alma ainda passeia Pelas terras do meu Ceará! Ô, meu Ceará! Ô, meu Ceará! Meu corpo mora na Baixada, Mas meu coração mora lá! [FINAL — CORO] Ceará é minha raiz! 🌵 Baixada é meu coração! ❤️🩹 Entre a Serra e o oceano, Eu canto minha emoção! Meu corpo vive na areia... Minha alma vive a viajar... Pelas terras do meu Ceará! ÔÔÔ, SANFONEIRO! PUXA O FOLE! Que a saudade vai dançar!
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 08/10/2026
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