

O homem que aprendeu a escrever a própria história ARQUITETO DAS CANÇÕES Arquiteto das Canções, sigo rindo, mesmo quando a vida me ensina a chorar. Reconheço nas cicatrizes os capítulos que o tempo escreveu em minha alma. Guardo nas lembranças a riqueza de uma vida construída com coragem e esperança. Um dia fui menino entre sonhos, dificuldades e caminhos de chão batido. Inspiro-me no passado, não para viver preso a ele, mas para compreender quem me tornei. Transformo saudades em versos, dores em aprendizado e alegrias em canções. Entre montanhas, sertões, mares e cidades, fui recolhendo histórias pelo caminho. Talvez por isso minhas palavras carreguem um pouco de cada lugar onde meu coração já morou. Olho para trás com gratidão e para frente com a esperança de quem ainda tem muito a dizer. De cada experiência nasceu uma página; de cada emoção, uma nova poesia. A vida me ensinou que nunca é tarde para sonhar, criar e recomeçar. Sigo escrevendo porque escrever é uma das formas mais bonitas de permanecer vivo na memória. Cada verso que nasce de mim carrega um pedaço da minha caminhada. As palavras são minhas ferramentas; a memória, minha matéria-prima; o coração, meu compasso. Não escrevo apenas para ser lido: escrevo para tocar alguma alma que talvez precise de uma palavra amiga. Celebrar a vida, mesmo depois das tempestades, tornou-se uma das minhas maiores conquistas. Ônibus, trens, estradas, praias, sertões e cidades passaram diante dos meus olhos — e todos deixaram uma história. Em cada história, encontro uma razão para continuar criando. Sou o Arquiteto das Canções — um homem que transforma lembranças em versos, sentimentos em melodias e sonhos em poesia. Epílogo A poesia é também aquilo que me mantém vivo por dentro. Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 07/10/2026
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