Sol Flamejante do Sertão

Aprecie sem moderação

Textos


🪢 DIA DE GRAÇA E ALEGRIA

Cordel Cearense — Sextilhas

I — O AMANHECER

Levantei de madrugada,

vi o dia clarear,

São Paulo ainda dormia,

quando eu saí pra votar;

levava no peito a fé,

e a esperança no olhar.

Era dia de alegria,

dia de participação,

cada voto representa

um pedaço da nação;

democracia se faz

com respeito e decisão.

II — OS SANTINHOS NO CHÃO

Cheguei perto do colégio,

parei pra observar:

tinha papel pelo chão,

espalhado pelo lugar;

santinho de candidato

que o vento fazia voar.

Eu olhei aquela cena,

com tristeza e reflexão:

quanto dinheiro gasto à toa,

virando lixo no chão?

Enquanto existe tanta gente

precisando de atenção.

III — O SOL DE SAMPA

O sol flamejante em Sampa

parecia um lampião,

céu azul de brigadeiro,

bonito feito sertão;

São Paulo acordava inteira,

pulsando no coração.

Do norte até o extremo sul,

era gente a caminhar,

cada qual com sua escolha,

cada qual querendo votar;

levando seus sonhos consigo,

sem ninguém poder mandar.

IV — A LIÇÃO DO VOTO

Votar é um direito sério,

é também obrigação;

não é briga de torcida,

nem motivo pra agressão;

quem pensa diferente

também merece atenção.

Pode haver pensamento

divergente na eleição,

mas o respeito é a ponte

que aproxima a multidão;

democracia sem respeito

vira apenas confusão.

V — O POVO QUE TRABALHA

Pensei na mãe trabalhadora,

que acorda antes do sol,

no homem que pega pesado,

sem descanso e sem farol;

no jovem buscando emprego,

querendo um futuro melhor.

Pensei na criança pobre,

querendo oportunidade,

na escola que precisa

de mais força e qualidade;

no idoso que merece

respeito e dignidade.

VI — A PERGUNTA

E fiquei pensando comigo,

numa pergunta certeira:

se há dinheiro pra campanha,

pra papel e brincadeira,

por que não sobra um pouco

pra necessidade verdadeira?

Não quero condenar ninguém,

nem fazer acusação;

mas deixo aqui minha pergunta,

nascida da observação:

será que não vale mais

investir na população?

VII — A ESPERANÇA

O papel pode ir embora,

levado pelo vento,

a campanha chega ao fim,

passa todo movimento;

mas aquilo que fica é

o nosso comportamento.

Que venha mais consciência,

mais respeito e união;

menos ódio pelas ruas,

mais diálogo e compreensão;

porque o Brasil fica forte

quando existe participação.

VIII — FINAL CEARENSE

Do Ceará eu trago a voz,

de São Paulo, a inspiração;

sou filho daquela terra,

mas adotei esta nação;

meu sertão mora comigo

dentro do meu coração.

Por isso canto contente,

com fé, coragem e alegria:

que o povo exerça seu voto

com respeito e cidadania;

pois um país mais justo nasce

da consciência de cada dia.

E assim termina o cordel,

com sanfona e poesia:

menos papel pelo chão,

mais respeito e alegria!

🪢🌵 Viva o povo brasileiro!

🪢🌵 Viva a cidadania!

🪢🌵 Viva o Ceará!

🪢🌵 Viva a democracia!

Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 07/10/2026


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