

DIA DE GRAÇA E ALEGRIA
I — O AMANHECER
Levantei de madrugada, vi o dia clarear, São Paulo ainda dormia, quando eu saí pra votar; levava no peito a fé, e a esperança no olhar. Era dia de alegria, dia de participação, cada voto representa um pedaço da nação; democracia se faz com respeito e decisão. II — OS SANTINHOS NO CHÃO Cheguei perto do colégio, parei pra observar: tinha papel pelo chão, espalhado pelo lugar; santinho de candidato que o vento fazia voar. Eu olhei aquela cena, com tristeza e reflexão: quanto dinheiro gasto à toa, virando lixo no chão? Enquanto existe tanta gente precisando de atenção. III — O SOL DE SAMPA O sol flamejante em Sampa parecia um lampião, céu azul de brigadeiro, bonito feito sertão; São Paulo acordava inteira, pulsando no coração. Do norte até o extremo sul, era gente a caminhar, cada qual com sua escolha, cada qual querendo votar; levando seus sonhos consigo, sem ninguém poder mandar. IV — A LIÇÃO DO VOTO Votar é um direito sério, é também obrigação; não é briga de torcida, nem motivo pra agressão; quem pensa diferente também merece atenção. Pode haver pensamento divergente na eleição, mas o respeito é a ponte que aproxima a multidão; democracia sem respeito vira apenas confusão. V — O POVO QUE TRABALHA Pensei na mãe trabalhadora, que acorda antes do sol, no homem que pega pesado, sem descanso e sem farol; no jovem buscando emprego, querendo um futuro melhor. Pensei na criança pobre, querendo oportunidade, na escola que precisa de mais força e qualidade; no idoso que merece respeito e dignidade. VI — A PERGUNTA E fiquei pensando comigo, numa pergunta certeira: se há dinheiro pra campanha, pra papel e brincadeira, por que não sobra um pouco pra necessidade verdadeira? Não quero condenar ninguém, nem fazer acusação; mas deixo aqui minha pergunta, nascida da observação: será que não vale mais investir na população? VII — A ESPERANÇA O papel pode ir embora, levado pelo vento, a campanha chega ao fim, passa todo movimento; mas aquilo que fica é o nosso comportamento. Que venha mais consciência, mais respeito e união; menos ódio pelas ruas, mais diálogo e compreensão; porque o Brasil fica forte quando existe participação. VIII — FINAL CEARENSE Do Ceará eu trago a voz, de São Paulo, a inspiração; sou filho daquela terra, mas adotei esta nação; meu sertão mora comigo dentro do meu coração. Por isso canto contente, com fé, coragem e alegria: que o povo exerça seu voto com respeito e cidadania; pois um país mais justo nasce da consciência de cada dia. E assim termina o cordel, com sanfona e poesia: menos papel pelo chão, mais respeito e alegria! 🪢🌵 Viva o povo brasileiro! 🪢🌵 Viva a cidadania! 🪢🌵 Viva o Ceará! 🪢🌵 Viva a democracia!
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 06/10/2026
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