

O CORDEL CEARENSE DO SOL
De Assaré para Mongaguá — 78 anos de vida, fé e poesia
Lá pras bandas do Ceará, Num cantinho abençoado, Nasceu um menino valente, De coração iluminado. No Sítio São João, em Assaré, Deus lhe deu seu primeiro legado. Era chão de muita pedra, Mandacaru pelo chão, Serra cercando o sertão, Sol queimando de montão. Mas naquele peito pequeno Já morava um coração grandão! O menino cresceu ligeiro, Aprendeu cedo a lutar, Levando a força do sertão Por onde fosse passar. E carregou dentro da alma A vontade de sonhar. Foi embora para Fortaleza, Depois São Paulo encontrou, E a vida, com seus mistérios, Muitos caminhos lhe mostrou. Mas o sertão ficou guardado No coração que nunca mudou. Hoje vive em Mongaguá, Pertinho das águas do mar, Mas quando fecha os seus olhos, Vê o sertão despertar: Tem mandacaru, tem serra, E a Asa Branca a cantar! Ô Ceará arretado, Terra de gente valente! Quem bebeu dessa fonte Nunca esquece a sua gente! Pode morar longe da terra, Mas leva o sertão na mente! Setenta e oito anos de vida, Setenta e oito de emoção, E cada ruga do rosto É uma página de recordação. Cada lágrima derramada Virou verso e inspiração. Vieram filhos e filhas, Presentes do Criador, Vieram netos e netinhas, Multiplicando o amor. E a casa ficou mais bonita Com tanta flor e tanto calor. Maria Eduarda chegou, Primeira neta a brilhar, Depois vieram outros sonhos Para a família alegrar: Carlos, Helena e Lorenzo, Estrelas no mesmo luar! Quando o avô olha os netinhos, Seu coração bate forte, Agradece a Deus pela vida, Pela família e pela sorte. Pois riqueza de verdade É ter amor até a morte. E tem os amigos queridos, Que a vida fez encontrar: Charlene e Adrenalina, Companheiros de caminhar. Na orla de Mongaguá, Tem muita história pra contar! Pedala daqui, pedala dali, O mar começa a conversar, A ciclovia vira estrada, E o vento vem acompanhar. E o Sol Flamejante sorri, Pois nasceu pra iluminar! Êta homem danado de bom, Cearense de coração! Fez da palavra ferramenta, Da poesia profissão. É Arquiteto das Canções, Pedreiro da inspiração! Não constrói casa de tijolo, Nem castelo de concreto; Constrói sonhos com palavras, Com carinho e verso direto. E quando termina a obra, Entrega ao povo um afeto. É o Sol Flamejante do Sertão, Que não teme claridade, Leva Assaré na memória, Mongaguá na realidade. E mistura mar e sertão Na mesma musicalidade! Tem reggae, tem cordel, Tem seresta e tem baião, Tem samba, tem poesia, Tem saudade e oração. Tem o Ceará inteiro Batendo dentro do coração! E quando o reggae começa Com sua guitarra a tocar, O Arquiteto abre o peito E deixa a canção voar. Do sertão até a praia, Todo mundo pode dançar! Ô meu Deus, muito obrigado Por me deixar chegar aqui! Se eu chorei, Tu me amparaste; Se eu caí, me fizeste subir. Aos setenta e oito anos, Ainda tenho muito a sorrir! Hoje o velho sertanejo Não quer saber de parar, Tem muita história guardada, Tem muita coisa pra cantar. Enquanto Deus der sua graça, Ele vai continuar! E se alguém perguntar: — De onde vem tanta força? Ele responde sorrindo: — Do sertão da minha infância, da minha família, dos meus amigos, da minha fé em Deus e da poesia que mora em mim! E assim termina o cordel, Mas a história não termina não. Pois enquanto houver vida, haverá composição. Enquanto houver esperança, haverá inspiração! Viva Assaré! Viva o Ceará! Viva Mongaguá! Viva a família! Viva os amigos! Viva a poesia! E viva o homem que fez Da própria vida uma canção: ANTÔNIO LAURENTINO SOBRINHO — O SOL FLAMEJANTE DO SERTÃO, O ARQUITETO DAS CANÇÕES! Setenta e oito anos de estrada, setenta e oito anos de emoção. Que Deus abençoe seus caminhos e conserve acesa a chama desse eterno Sol Flamejante dentro do coração! FIM — MAS SÓ DESTE CORDEL. A CANÇÃO CONTINUA...
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 06/10/2026
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