

SAMPA, MEU AMOR
[Introdução – piano, violinos e bandoneón suave]
Sampa... Hoje eu vim de longe só para matar uma saudade... Mas descobri, mais uma vez, que existem saudades que não querem morrer. [Verso 1] Fazia alguns dias que Sampa chamava baixinho por mim, como chama um velho amor que a distância não deixa ter fim. Peguei a estrada bem cedo, com a saudade no coração, e encontrei suas ruas bonitas me envolvendo numa emoção. [Verso 2] No Ibirapuera eu parei, para ver a manhã florescer, crianças correndo na grama, passarinhos cantando pra mim. Ipês vestidos de flores, jacarandás cor de paixão, e eu caminhando sozinho, conversando com meu coração. [Refrão] Sampa, meu amor, minha eterna paixão, quando estou longe de ti, dói demais meu coração. Sampa, meu amor, minha saudade sem fim, eu posso ir embora de ti, mas tu nunca vais sair de mim. [Verso 3] No Trianon fiquei contemplando as flores que o tempo plantou, o perfume suave da manhã me lembrava alguém que eu amou. E a Paulista, imensa e bonita, parecia querer me abraçar, enquanto o sol lá no horizonte vinha comigo também caminhar. [Ponte – piano e violinos] Quem foi que disse que a distância consegue apagar um amor? Há lugares que ficam na vida, como ficam as marcas da dor. E Sampa ficou na minha alma, feito uma antiga canção... Que basta ouvir uma nota pra despertar o coração. [Refrão – mais intenso] Sampa, meu amor, minha eterna paixão, quando estou longe de ti, dói demais meu coração. Sampa, meu amor, minha saudade sem fim, eu posso ir embora de ti, mas tu nunca vais sair de mim. [Final – bem lento e emocionante] Depois veio a hora da volta... Mongaguá me chamava outra vez. Peguei a estrada calado, com os olhos cheios de lembranças. Levei comigo os seus parques, suas flores, seus pássaros, a Paulista iluminada... E aquele abraço invisível que só Sampa sabe dar. Sampa... meu amor... Quando a saudade apertar, eu não vou precisar voltar... Basta fechar os meus olhos e ouvir meu coração... Porque você não ficou em São Paulo. Você ficou dentro de mim. (Piano sustenta o último acorde. Violinos respondem suavemente.)
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 02/10/2026
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