

MEU AMOR NÃO ENVELHECEU
[Introdução — falada, voz masculina, apaixonada]
Meu amor... O tempo levou nossos cabelos escuros, mudou o nosso rosto, marcou nossas mãos... Mas existe uma coisa que o tempo não conseguiu levar: o amor que mora em meu coração. [Verso 1] Quando você chega perto, Meu coração ainda acelera, Como naquele primeiro encontro, Como naquela primavera. O tempo passou tão depressa, Nem sei por onde ele correu, Mas quando olho nos teus olhos, Parece que nada mudou... E aquele amor renasceu. [Refrão] Meu amor não envelheceu, Meu coração ainda te quer, Pode o tempo mudar nossos passos, Mas não muda o que a gente é. Meu amor não envelheceu, Ainda tremo ao te abraçar, Se a vida nos deu cabelos brancos, Deu também mais motivos pra amar. [Verso 2] Quantas noites nós vivemos, Quantas manhãs vimos nascer, Dividimos nossas tristezas, Aprendemos juntos a vencer. Tivemos lágrimas e risos, Tempestades pelo caminho, Mas depois de tantos anos, Ainda quero o teu carinho. [Refrão] Meu amor não envelheceu, Meu coração ainda te quer, Pode o tempo mudar nossos passos, Mas não muda o que a gente é. Meu amor não envelheceu, Ainda tremo ao te abraçar, Se a vida nos deu cabelos brancos, Deu também mais motivos pra amar. [Ponte — dramática] Se amanhã faltar memória, Eu quero lembrar de você. Se minhas pernas ficarem cansadas, Que suas mãos possam me acolher. E quando a última estrela Brilhar no céu sobre nós dois, Quero partir levando comigo A certeza de que fomos felizes... nós dois. [Refrão final — grandioso] Meu amor não envelheceu! Meu coração ainda te chama! Depois de tantos caminhos, Ainda existe a mesma chama. Meu amor não envelheceu! Venha, amor, me abraçar... Deixa o mundo lá fora esperando, Que esta noite é nossa e eu só quero te amar! [Final — voz baixa, ao violão] Se alguém perguntar nossa idade... Não diga. Diga apenas: “Somos dois jovens que tiveram a sorte de envelhecer juntos.” Porque o cabelo ficou branco... As mãos ficaram marcadas... Mas o nosso amor... Ah, o nosso amor não envelheceu.
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 01/10/2026
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