Sol Flamejante do Sertão

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Textos

ENQUANTO HOUVER AMOR
[Introdução — falado, suave]

Senhoras e senhores...
Esta canção é para quem descobriu
que o tempo pode levar a juventude,
mas nunca consegue levar
a vontade de amar.

É para vocês...
os eternos jovens de coração.

[Verso 1]

Vem, meu amor, me dê a sua mão,
Vamos dançar no salão da saudade,
Deixa o compasso embalar o coração,
Que o tempo hoje virou felicidade.

Já fomos jovens, tivemos nossos sonhos,
Vivemos amores, sorrimos, choramos,
Mas entre tantos caminhos e enganos,
Olha nós dois... ainda aqui chegamos.

[Refrão]

Dance comigo, meu amor,
Como nos velhos tempos de outrora,
Se a juventude ficou para trás,
Nosso carinho permanece agora.

Dance comigo devagar,
Deixa a música falar por nós,
Enquanto houver amor no peito,
A vida nunca estará a sós.

[Verso 2]

Cada cabelo branco tem uma história,
Cada ruga guarda uma emoção,
São cicatrizes de tantas batalhas,
São medalhas conquistadas pela mão.

Tivemos dias de chuva e tempestade,
Também tivemos manhãs de esplendor,
E aprendemos que a felicidade
Às vezes mora num simples amor.

[Refrão]

Dance comigo, meu amor,
Como nos velhos tempos de outrora,
Se a juventude ficou para trás,
Nosso carinho permanece agora.

Dance comigo devagar,
Deixa a música falar por nós,
Enquanto houver amor no peito,
A vida nunca estará a sós.

[Ponte — mais emotiva]

Se amanhã nossos passos diminuírem,
Que nossas mãos continuem a se encontrar.
Se os olhos cansarem de tanto olhar,
Que o coração ainda saiba enxergar.

E se a saudade bater de repente,
De alguém que partiu sem dizer adeus,
Guardemos no peito aquilo que é eterno:
Os bons momentos que Deus nos deu.

[Último refrão — crescendo]

Dance comigo, meu amor,
Que esta noite ainda é nossa!
Deixa o samba tocar baixinho,
Deixa a saudade abrir a porta.

Dance comigo mais uma vez,
Sem pressa para a música acabar,
Porque enquanto houver vida,
Ainda temos tempo para amar.

[Final — falado]

Aos homens e mulheres da melhor idade...

Não tenham vergonha dos cabelos brancos.

Não escondam suas histórias.

Não tenham medo de dançar.

Porque cada ruga é uma lembrança,
cada abraço é uma conquista,
e cada novo amanhecer...

é um convite para continuar vivendo.

E enquanto houver coração...

haverá sempre uma canção para dançar.
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 01/10/2026
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