Sol Flamejante do Sertão

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Textos

CORDEL DOS NEGACIONISTAS DA VACINA
[ABERTURA – viola ponteando, zabumba entrando devagar]

Ô meu povo brasileiro,
preste bem atenção:
quando a doença chegou,
ninguém tinha previsão.
Mas, no meio da agonia,
surgiu muita confusão.

Não é cordel de vingança,
nem de ódio ou perseguição.
É só pra lembrar os fatos,
com respeito e informação.
Quem duvida da vacina
põe vidas em contramão.

Puxa a viola, companheiro!

---

[VERSO 1]

Quando a Covid chegou,
trouxe medo e sofrimento,
lotou leito de hospital,
mudou a vida num momento.
Foram famílias chorando,
sem abraço e sem alento.

Mais de setecentas mil vidas
ficaram pelo caminho,
não eram números frios,
cada qual tinha seu ninho.
E quem perdeu pai ou mãe
sabe o peso do vazio.

Mas, enquanto a ciência buscava
uma saída pra nação,
apareceu negacionista
espalhando confusão:
“Vacina não serve pra nada”,
dizia sem comprovação.

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[REFRÃO – coro forte]

Ô negacionista, escute o que eu vou dizer:
vacina salva vidas, não é moda pra escolher!
Ciência não é torcida, nem conversa de bar,
quem espalha falsa dúvida pode alguém prejudicar.

Ô meu povo, vamos lembrar,
com cuidado e união:
informação salva vidas,
vacina é proteção!
Não transforme a dor do povo
em discurso de ocasião!

---

[VERSO 2]

Teve gente perguntando
se a vacina era segura,
mesmo após tantos estudos,
testes, dados e leitura.
Enquanto o mundo aplicava,
a dúvida ganhava altura.

“E os efeitos?”, perguntavam,
com discurso alarmista.
Mas esqueciam que a ciência
acompanha cada pista,
com vigilância e pesquisa
pra tornar a dose mais segura e prevista.

Toda vacina pode ter
reação em algum momento,
mas o risco da doença
é muito mais violento.
Negar essa realidade
é brincar com o sofrimento.

---

[VERSO 3 – A ESPERANÇA]

Quando a vacina chegou,
foi esperança no terreiro.
Profissional de saúde
foi o primeiro brasileiro
a receber proteção
contra um vírus traiçoeiro.

Depois vieram os idosos,
os grupos prioritários,
e milhões de brasileiros
nos postos comunitários.
Cada dose aplicada
reduziu casos graves e funerários.

Mas teve quem debochasse,
quem fizesse provocação,
quem tratasse a vacina
como simples opinião.
Só que doença não pergunta
qual é sua posição.

---

[REFRÃO]

Ô negacionista, escute o que eu vou dizer:
vacina salva vidas, não é moda pra escolher!
Ciência não é torcida, nem conversa de bar,
quem espalha falsa dúvida pode alguém prejudicar.

Ô meu povo, vamos lembrar,
com cuidado e união:
informação salva vidas,
vacina é proteção!
Não transforme a dor do povo
em discurso de ocasião!

---

[PONTE – viola mais baixa, voz falada]

E atenção, minha gente:

Não é vergonha perguntar.
Vergonha é espalhar mentira
sem conferir.

Procure fonte confiável.
Converse com profissionais.
Consulte os dados.
Leia as orientações de saúde.

A dúvida pode ser esclarecida.
A desinformação pode matar.

---

[VERSO 4 – mais cadenciado]

Negacionista da vacina
faz barulho e faz pressão,
mas quem paga essa conta
é o povo da multidão.
É a mãe que perde o filho,
é o avô sem proteção.

Não se trata de obrigar
pensamento ou opinião,
mas de lembrar que escolhas
têm impacto na população.
Quando a doença se espalha,
não fica só no cidadão.

A vacina protege o corpo,
mas também a comunidade.
Ajuda a conter o vírus,
reduz a gravidade.
Cuidar de si e dos outros
é gesto de humanidade.

---

[DESAFIO – batida de viola]

Pergunte.

Pesquise.

Confira.

Compare.

Não compartilhe mensagem
sem saber de onde ela vem.

Memória também é cuidado.
Ciência também é cidadania.

---

[REFRÃO FINAL – coro]

Ô negacionista, escute o que eu vou dizer:
vacina salva vidas, não é moda pra escolher!
Ciência não é torcida, nem conversa de bar,
quem espalha falsa dúvida pode alguém prejudicar.

Ô meu povo, vamos lembrar,
com cuidado e união:
mais ciência, menos boato,
mais saúde e proteção!
Que a memória dos que partiram
guie a nossa decisão!
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 30/09/2026
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