

MONGAGUÁ, MEU AMOR
Quando a noite vem chegando
E a lua beija o mar, Mongaguá fica mais linda, Feita estrela a cintilar. Eu caminho pela praia, Vou ouvindo o seu cantar, E parece que a cidade Vem comigo conversar. Mongaguá, meu amor, Minha doce inspiração, Tu moras nos meus olhos, Tu moras no coração. Mongaguá, minha querida, Meu refúgio à beira-mar, Quem conhece os teus encantos Nunca esquece este lugar. Já vivi tantas paisagens, Já percorri tantos caminhos, Mas aqui encontrei silêncio, Encontrei novos carinhos. Entre o verde e a maresia, Entre o céu e o azul do mar, Mongaguá me deu poesia, Deu motivos pra cantar. Quando escuto os passarinhos No coqueiro ao entardecer, Vejo o sol beijando as águas, Vejo a noite acontecer. E meu coração seresteiro, Que já viveu tanta emoção, Faz da cidade uma canção E da saudade uma oração. Mongaguá, meu amor, Minha doce inspiração, Tu moras nos meus olhos, Tu moras no coração. Mongaguá, minha querida, Meu refúgio à beira-mar, Quem conhece os teus encantos Nunca esquece este lugar. Se um dia eu for embora, Levarei comigo então O perfume da maresia, O barulho da imensidão. Levarei tuas paisagens, Teu luar, teu céu estrelado, E guardarei para sempre Cada instante aqui passado. E quando a saudade apertar E eu quiser voltar pra cá, Basta fechar os meus olhos Que eu já vejo Mongaguá. Porque algumas cidades A gente mora por morar... Mas outras moram na gente. E Mongaguá, minha querida, Já fez morada em mim. Parabéns, minha cidade, Pelo teu aniversário! Recebe esta serenata De um velho coração apaixonado. Mongaguá... Mongaguá... Meu amor à beira-mar. Enquanto eu tiver voz no peito, Para ti eu vou cantar. Mongaguá, meu amor... Mongaguá, meu lugar... Minha história continua Onde o céu encontra o mar.
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 30/09/2026
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