Sol Flamejante do Sertão

Aprecie sem moderação

Textos

A MEMÓRIA NÃO SE APAGA
Ôôô, minha gente, vem cantar
A memória deste chão!
Quem conhece o seu passado
Tem mais força e direção.
Quem esquece a própria história
Pode errar na decisão.

Não é canto de vingança,
Nem de ódio ou confusão,
É um alerta necessário
Chamando a atenção:
Antes de escolher na urna,
Use a sua razão!

O Brasil já atravessou
Tempestade e vendaval,
Viu conflito entre poderes,
Crise institucional,
E uma sequência de fatos
Que marcou o cenário nacional.

Teve ministro famoso,
Teve fala no jornal,
Teve crise todo dia,
Teve embate federal,
E quem viveu aquele tempo
Tem memória do vendaval.

Weintraub ficou lembrado,
Salles também apareceu,
Damares, Guedes, Araújo,
Cada qual seu tempo viveu,
E Alvim protagonizou
Um episódio que repercutiu.

Não precisa exagerar,
Nem inventar acusação,
Se o fato está registrado,
Já existe informação.
A história tem documento,
Não depende de opinião.

Moro deixou o ministério,
Fez acusações naquele dia,
Sobre possível interferência
Na Polícia Federal que existia.
Investigação é investigação,
Sentença é outra via.

E agora o tempo presente
Traz assunto delicado:
Banco Master e um filme
No debate apresentado.
Tem dinheiro e investigação,
Tem documento divulgado.

Flávio confirmou contato
Com Vorcaro, isso é fato,
Buscando recursos pro filme,
Conforme foi relatado.
Mas investigar não é culpar:
Esse ponto fica marcado.

Então pergunte, cidadão,
Sem paixão e sem temor:
De onde veio o dinheiro?
Quem pagou? Qual foi o valor?
Qual contrato foi firmado?
Quem participou do acordo?

Se estiver tudo correto,
Que os papéis possam mostrar.
Se existir alguma dúvida,
Que se possa investigar.
E se houver responsabilidade,
Que a Justiça venha julgar.

Não quero juiz de rede,
Nem sentença de ocasião,
Nem notícia transformada
Em definitiva conclusão.
Quero fato comprovado
E respeito à investigação.

Pois quando é com adversário,
Tem gente a se exaltar:
“É escândalo! É um absurdo!
Tem que logo condenar!”

Mas se atinge o companheiro,
Muda logo a explicação:
“É perseguição política!
É mentira! É armação!”

Meu povo, isso é perigoso,
Preste muita atenção:
Dois pesos e duas medidas
Não constroem uma nação.
A verdade não tem partido,
Nem pertence a eleição.

Político não é santo,
Nem merece devoção.
Quem recebe voto público
Tem que prestar explicação.
Mandato não é propriedade,
É responsabilidade na mão.

E o eleitor brasileiro
Tem direito de perguntar:
“Que proposta esse homem traz?
Que caminho vai trilhar?
Qual foi sua trajetória?
O que devo recordar?”

Não entregue sua memória
Para quem vive de discurso.
Leia, pesquise e confira
Cada passo desse percurso.
Porque o voto é uma escolha
Que pode mudar nosso curso.

Não precisa odiar ninguém
Pra lembrar do que passou.
Nem precisa amar político
Pra saber o que mudou.
Memória é ferramenta
Que o cidadão conquistou.

Quem esquece a própria história
Pode o erro repetir.
Quem conhece seu passado
Pode melhor decidir.
E um povo bem informado
Tem mais força pra agir.

Por isso eu canto este samba
Com a força do sertão:
Memória não é vingança,
É direito do cidadão.
É olhar para o passado
Sem perder a direção.

E se alguém disser:

“Esqueça!”

Eu respondo sem rancor:

“Memória não é ódio,
memória é nosso valor!”

Pois a história fica escrita
Mesmo quando muda a cor.

[FINAL — SAMBA-ENREDO]

Minha gente, fica o aviso
Deste canto popular:

Não aceite informação
Sem saber de onde brotou.
Nem condene sem sentença,
Nem absolva sem rigor.

Pesquise antes do voto,
Confira cada versão.
Democracia se fortalece
Com memória e informação.

E enquanto houver memória
Neste chão brasileiro...
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 29/09/2026
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