

OS GUARDIÕES DA SERRA DO MARHomenagem aos Povos Guarani da Aldeia Itaóca — Mongaguá, Brasil [INTRODUÇÃO — voz falada, solene, com sons de floresta, pássaros, água e vento] Do Brasil para o mundo... Da Mata Atlântica para todos os povos... De Mongaguá, aos pés da Serra do Mar, uma mensagem de respeito àqueles que carregam memória, cultura e conhecimento ancestral. Esta canção é uma homenagem aos meus irmãos Guarani da Aldeia Itaóca. E é também um pedido: que a humanidade aprenda novamente a ouvir a voz da natureza. --- [VERSO 1] Na Serra do Mar existe uma história, que o mundo precisa conhecer: um povo que carrega na memória o compromisso de viver. Entre rios, flores e florestas, entre a fauna, a terra e o mar, há conhecimentos ancestrais que nos ensinam a preservar. Não somos donos desta Terra, somos parte da criação. Quando a floresta sofre, também sofre o nosso coração. --- [PRÉ-REFRÃO] O rio não conhece fronteiras, a chuva não escolhe nação, o vento atravessa os continentes, a natureza pede união. E quando uma floresta desaparece, não desaparece apenas uma árvore: desaparece um pedaço da memória da humanidade. --- [REFRÃO — GRANDE, PARA CORO INTERNACIONAL] Vamos deixar a floresta em paz, vamos deixar os rios correr, vamos proteger a vida da Terra, para os nossos filhos viverem. Guarani, voz da floresta, voz da memória e da tradição, Itaóca, Serra do Mar, Mongaguá canta esta canção. Vamos deixar a floresta em paz, vamos deixar o rio cantar, se a natureza viver, a humanidade poderá respirar. --- [VERSO 2] Na Mata Atlântica brasileira há uma riqueza sem igual: flores, frutos, rios e cachoeiras, vida em seu ciclo natural. E entre a mata e a montanha, há culturas que resistiram, povos que guardam suas histórias, suas línguas e seus caminhos. Que ninguém fale sem conhecer, que ninguém julgue sem escutar. Antes de ensinar qualquer coisa, é preciso também aprender e respeitar. --- [PONTE — voz feminina ou coral, crescendo lentamente] Escutem a floresta... Ela não fala uma língua apenas. Ela fala através do rio, do pássaro, da semente, da chuva, da cachoeira... E fala também através dos povos que aprenderam a conviver com a terra. --- [REFRÃO — CORAL] Vamos deixar a floresta em paz, vamos deixar os rios correr, vamos proteger a vida da Terra, para os nossos filhos viverem. Guarani, voz da floresta, voz da memória e da tradição, Itaóca, Serra do Mar, Mongaguá canta esta canção. --- [VERSO 3 — mensagem universal] Não existe uma única fronteira quando o assunto é preservar. A Amazônia conversa com o mundo, a Mata Atlântica também pode falar. O que acontece numa floresta pode alcançar o oceano. O que fazemos hoje na Terra pode transformar o amanhã. Por isso, povos de todos os continentes, vamos aprender a caminhar: com respeito às diferenças, com justiça e dignidade, protegendo a biodiversidade e o futuro da humanidade. --- [GRANDE FINAL — REGGAE + CORO INTERNACIONAL] De Mongaguá para o mundo... Da Aldeia Itaóca para o mundo... Da Serra do Mar para o mundo... Respeitem os povos indígenas. Respeitem suas culturas. Respeitem seus conhecimentos. Respeitem seus territórios e seus direitos. Respeitem a natureza. Porque quando protegemos a floresta, protegemos os rios. Quando protegemos os rios, protegemos o mar. Quando protegemos a biodiversidade, protegemos a vida. E quando respeitamos os povos indígenas, respeitamos uma parte fundamental da diversidade humana. [CORO FINAL — todos] Vamos deixar a floresta em paz... Vamos deixar os rios em paz... Vamos deixar o mar respirar... Vamos deixar a Terra viver... Guarani! Mongaguá! Serra do Mar! Brasil! Pelo direito de todos os povos a um futuro de paz, respeito e vida! [ÚLTIMA FRASE — somente voz e som de cachoeira] “Que a voz da floresta nunca mais seja ignorada.” Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 29/09/2026
Alterado em 29/09/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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