

A CASA DE MARIMBONDOS DO SUPREMO
No terreiro da Justiça
tem marimbondo a zunir, tem ministro contra ministro, tem pergunta a surgir. Quando a toga vira escudo, quem tem medo de ouvir? A casa ficou pequena pra tamanho alvoroço, cada abelha tem seu ferrão, cada vespa tem seu moço; e o povo olha de longe perguntando: “Qual o preço desse troço?” Mendonça entrou na briga, Moraes respondeu também, e entre relatório e relatório ninguém sabe onde isso vem. Tem acusação de um lado, do outro acusação também. A PF entrou no assunto, a PGR foi chamada, Fachin pediu explicações sobre a história apresentada. E a verdade, quando é séria, precisa ser investigada. Não se condena por rumor, nem se absolve por paixão; prova precisa ser prova, acusação precisa de chão. Porque Justiça sem critério vira apenas confusão. Tem Senado discutindo impeachment no corredor, tem articulação política, tem discurso acusador. Mas processo não é sentença, nem suspeita é seu valor. Se houver crime, que se prove! Se não houver, que se diga! A República não pode ser refém de uma intriga. Quem tiver culpa que responda, quem for inocente prossiga. A casa está cheia de ferrão, o enxame está acordado, e o cidadão brasileiro quer saber o resultado. Não quer toga em guerra política, quer o direito respeitado. Marimbondo quando ataca não pergunta quem tem razão; mas Justiça tem que ouvir cada lado da questão. Porque o Brasil não é colmeia de interesse e convenção. Que investiguem até o fim, sem torcida organizada; nem blindagem para amigo, nem vingança disfarçada. A verdade não tem partido, quando a prova é apresentada. E se a casa está em chamas, não adianta esconder fumaça; abra a porta, mostre os fatos, deixe a lei cumprir sua praça. Pois República forte mesmo é aquela que não passa pano nem caça. A casa de marimbondos está fazendo o chão tremer; quando a Justiça se explica, o povo precisa entender. Que a verdade seja soberana e ninguém acima da lei possa permanecer.
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 25/09/2026
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