

O CORDEL DA MANSÃO E DA JUSTIÇA
No Lago Sul de Brasília,
Uma história ganhou chão, Uma casa milionária Virou grande discussão. E a Justiça reabriu Uma antiga indagação. Não se trata de condenar, Nem sentença antecipar, Mas se a conta é questionada, É preciso explicar. Quem não deve, diz o povo, Não precisa se ocultar. O imóvel custou milhões, E houve financiamento; Três milhões e cem mil Entraram no financiamento. E a Justiça quis saber De onde veio o rendimento. A primeira instância arquivou A ação naquele momento, Mas o TJDFT depois Mudou o andamento. Mandou buscar documentos Sobre a renda e o financiamento. Flávio apresentou ao banco Uma renda familiar, Com trabalho empresarial E atividade a declarar. Agora os documentos Podem ajudar a esclarecer. E aqui está a diferença Que devemos respeitar: Investigação não é culpa, Nem denúncia é condenar. Mas dinheiro questionado Tem que poder se explicar. Na política brasileira Há pergunta que não morre: Quando a Justiça investiga, Que ninguém a investigação corte. Porque prova se apresenta E a verdade então percorre. Se o negócio foi correto, Que os papéis possam mostrar. Se os rendimentos explicam, É só tudo apresentar. A melhor resposta possível É deixar a Justiça trabalhar. Não queremos tribunal Feito de grito ou paixão. Queremos fatos, documentos, Transparência e explicação. Porque acusação sem prova Também não faz justiça, não. E se alguém for inocente, Que a Justiça possa dizer. Se existem dúvidas nos autos, Que possam esclarecer. Democracia não é esconder: É investigar e responder. A mansão pode ser grande, Mas maior deve ser O compromisso com os fatos Que o país precisa ver. Dinheiro, contrato e documento Têm que poder aparecer. Não é questão de esquerda, Nem somente de direita. Quando há dinheiro público A cobrança deve ser feita. A Justiça tem seu caminho, E a verdade tem sua colheita. Que ninguém seja condenado Antes da hora chegar. Mas que ninguém tenha também O direito de impedir investigar. Se há pergunta legítima, Documento deve falar. E fica aqui meu recado Em forma de cordel ligeiro: Quem ocupa cargo público Deve satisfação primeiro. Transparência é o caminho Do Brasil verdadeiro.
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 25/09/2026
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