Sol Flamejante do Sertão

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JUSTO VERÍSSIMO VOLTA COM O MINISTÉRIO DA CORRUPÇÃO
Alô, Brasil!
Atenção! Atenção!

Depois de muito tempo afastado...
ele está de volta!

Senhoras e senhores...
Justo Veríssimo!

E dessa vez ele não voltou sozinho.

Trouxe um ministério novinho em folha:

Ministério da Corrupção!

Mas calma!
É tudo sátira, viu?

Porque, se fosse verdade...

nem o Justo acreditava!

[RISADAS]

---

[VERSO 1]

Justo voltou de terno,
gravata e maleta na mão,
chegou no ministério
vendendo solução.

Pregou na porta uma placa:

“Aqui ninguém é amador!”

E escreveu logo embaixo:

“Polícia não é coisa para amador!”

Honestino perguntou:

— Seu Justo, qual é a missão?

— Profissionalizar o golpe
e otimizar a operação!

— E o dinheiro do povo?

— Vai pra uma conta estratégica!

— E a transparência?

— Fica na sala de estética!

[RISADAS]

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[REFRÃO]

Justo Veríssimo voltou!
O ministério inaugurou!
Prometeu moralizar a corrupção,
mas perdeu a própria prestação!

Justo Veríssimo voltou!
Com discurso e pose de ocasião!
Diz que agora tudo é transparente,
mas ninguém acha a documentação!

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[VERSO 2]

Honestino pergunta:

— Tem concurso pra ladrão?

— Não, meu filho!
Aqui é cargo de indicação!

— E pobre pode entrar?

— Só depois da contribuição!

Corrupção não tem classe,
tem crachá, senha e seleção!

— E se roubarem quatro milhões?

— Chama a polícia!

— E se forem quatro bilhões?

[PAUSA DRAMÁTICA]

— Calma...

Primeiro abre uma comissão!

[RISADAS]

— E se a comissão investigar?

— Cria uma subcomissão!

— E se a subcomissão descobrir?

— Descobrir?!

Cria uma comissão de apuração!

Honestino grita:

— Seu Justo, isso é enrolação!

---

[REFRÃO]

Justo Veríssimo voltou!
O ministério inaugurou!

Tem reunião?
Tem comissão!

Tem carimbo?
Tem verba e confusão!

Justo Veríssimo voltou!

Mas uma coisa ele avisou:

“Polícia não é coisa pra amador!”

E o Brasil inteiro respondeu:

“Corrupção também não, doutor!”

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[VERSO 3 — A ERA DO CELULAR]

Agora tem celular filmando,
tem câmera em todo lugar,
tem rede social mostrando
o que tentam disfarçar.

Justo encara o telefone:

— Aparelho complicado!

— Antigamente era mais fácil...

— Quando ninguém era gravado!

Hoje tem vídeo,
tem áudio,
tem print,
denúncia e publicação.

Tem até cidadão perguntando:

— Cadê a verba da nação?

Justo fica preocupado:

— Isso precisa acabar!

Honestino pergunta:

— Como?

— Vamos criar uma comissão...

Pra estudar como negar!

[RISADAS]

---

[PONTE — F-A-L-A-DA]

— Seu Justo!

— O quê?

— Descobriram a verba que sumiu.

— Quanto?

— Quatro bilhões!

— Meu Deus! Vai chamar a polícia?

— Não!

— Então o quê?

— Chama o contador!

— Pra quê?

— Pra descobrir como quatro bilhões...

...viraram quatro milhões no relatório.

[PAUSA]

— E se descobrirem?

— Aí chamamos uma comissão.

— E se descobrirem de novo?

— Criamos outra.

— E se descobrirem mais uma vez?

[SILÊNCIO]

— Mudamos o nome da conta!

[RISADAS]

---

[VERSO 4 — O ARREPENDIMENTO]

Entra uma funcionária:

— Seu Justo, eu vim confessar.

— O que aconteceu?

— Fui eu que peguei a verba.

— Mas agora quero mudar.

Justo olha assustado:

— Você quer se arrepender?

— Quero!

— Isso é muito perigoso!

— Por quê?

— Se todo mundo começar a se arrepender...

quem vai sobrar pra administrar?

[RISADAS]

— Mas eu quero devolver!

— Devolver?!

Que ideia descabida!

— E se o povo pedir recibo?

— Minha filha...

aí complica a vida!

---

[REFRÃO FINAL — MAIS FORTE]

Justo Veríssimo voltou!
O ministério inaugurou!

Mas o povo está acordado,
não aceita mais sermão!

Quer saber onde está o dinheiro!
Quer saber quem assinou!
Quer saber quem autorizou!
Quer saber quem fiscalizou!

Justo Veríssimo voltou!

Mas existe uma diferença, meu irmão:

Hoje tem câmera!
Tem internet!
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 24/09/2026
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