

O MUNDO É UMA GRANDE PANELA DE PRESSÃOO mundo hoje parece uma grande panela de pressão. Há combustível demais alimentando o ódio entre as nações, enquanto a paz parece cada vez mais esquecida. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, o mundo não havia registrado tantos conflitos armados como nos últimos anos. Em 2025, o Uppsala Conflict Data Program registrou 65 conflitos envolvendo pelo menos um Estado, o maior número desde o início da série histórica, em 1946. E diante de tantos números existe uma realidade muito maior: são seres humanos que estão morrendo. São crianças, mulheres, idosos, trabalhadores e famílias inteiras pagando uma conta que muitas vezes não escolheram. Quando uma grande potência decide interferir nos destinos de uma nação menor, o mundo inteiro deveria parar para perguntar: até onde pode ir o poder de uma nação sobre a soberania de outra? Em janeiro de 2026, forças dos Estados Unidos capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e o levaram para julgamento nos Estados Unidos. Washington apresentou acusações relacionadas ao narcotráfico e ao terrorismo; ao mesmo tempo, documentos oficiais americanos deixaram evidente a importância estratégica do petróleo venezuelano para a nova política em relação ao país. Diante disso, fica uma pergunta que merece ser feita: quando existe petróleo, minerais estratégicos ou qualquer outra riqueza natural no território de um país, quanto vale a soberania desse povo diante dos interesses das grandes potências? Essa pergunta também bate à nossa porta. O Brasil possui enormes reservas de terras raras e está despertando cada vez mais interesse internacional. Estudos recentes estimam que o país detenha cerca de 23% das reservas conhecidas de terras raras do mundo, embora ainda produza muito pouco em escala comercial. São riquezas brasileiras. Riquezas que precisam servir ao desenvolvimento do povo brasileiro, com tecnologia, empregos, pesquisa, indústria e respeito absoluto ao meio ambiente. A disputa por minerais estratégicos já faz parte da competição econômica entre Estados Unidos e China. A China domina grande parte da mineração e, principalmente, do processamento das terras raras, o que transformou esses minerais em uma importante peça do tabuleiro geopolítico mundial. E enquanto as grandes potências disputam petróleo, minerais, tecnologia e influência... o planeta vai ficando doente. A guerra da Ucrânia também ultrapassou suas fronteiras. Seus efeitos atingiram mercados de energia, alimentos, fertilizantes e transporte. E agora novas guerras e tensões no Oriente Médio acrescentam ainda mais pressão sobre a economia mundial. No Oriente Médio, a situação é ainda mais preocupante. O conflito iniciado após a escalada da guerra em Gaza espalhou suas consequências por diferentes frentes da região. O Estreito de Ormuz tornou-se novamente um dos grandes pontos de atenção do planeta. Por ali passavam, antes da atual crise, cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia, aproximadamente um quinto do consumo mundial de líquidos de petróleo. Quando uma passagem tão importante é ameaçada, o problema deixa de ser apenas de uma região. O mundo inteiro sente no bolso. O preço do combustível sobe. O transporte fica mais caro. Os alimentos podem ficar mais caros. A inflação aparece. E quem mais sofre, quase sempre, é aquele que já tem pouco. Enquanto isso, os governos continuam aumentando seus arsenais. Mais armas. Mais mísseis. Mais bombas. Mais soldados. Mas eu pergunto: quando é que vamos investir naquilo que realmente salva vidas? Educação. Saúde. Alimentação. Ciência. Moradia. Meio ambiente. Paz. Chega de transformar a Terra em um campo de batalha! Chega de derramar sangue inocente! Chega de destruir cidades para depois reconstruí-las! Que vantagem existe em vencer uma guerra se todos saem dela perdendo? E existe outra guerra acontecendo diante dos nossos olhos. Uma guerra contra a própria natureza. Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 22/09/2026
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