Sol Flamejante do Sertão

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O TAPAJÓS ESTÁ PEDINDO SOCORRO
Escute o som das águas...
Não é apenas o vento que está chorando.
É o Tapajós pedindo socorro.
É a Amazônia pedindo respeito.
É a vida pedindo passagem!

O rio que sempre deu alimento,
Água, vida e esperança,
Hoje carrega em suas águas
A tristeza de uma mudança.
O mercúrio vai chegando,
Silencioso, sem perdão,
Entrando na cadeia da vida,
Envenenando a alimentação.

Peixes que alimentam povos
Agora carregam perigo,
E quem sempre viveu do rio
Está pagando um preço antigo.
O garimpo destrói a mata,
Fere a terra e o coração,
E transforma água cristalina
Em ameaça à população.

Quem vai ouvir o grito
Das águas do Tapajós?
Quem vai defender a floresta
Quando ela perder sua voz?

Socorro, Tapajós!
A Amazônia está chorando!
Socorro, meu irmão!
Tem um rio pedindo ajuda!

Não matem nossas florestas,
Não contaminem nossos rios!
A natureza não é lixo,
A vida não é negócio!

Munduruku está lutando
Pela terra e pelo rio,
Defendendo seu território
Contra o abandono e o vazio.
São povos de muitas histórias,
De culturas ancestrais,
Que conhecem cada caminho,
Cada peixe e seus sinais.

Borari, Apiaká, Arapiuns,
Tupinambá e Sateré-Mawé,
São povos que guardam a floresta
Com coragem, força e fé.
Não querem luxo nem riqueza,
Querem apenas respirar,
Ter peixe limpo em sua mesa
E um rio para navegar.

Socorro, Tapajós!
A Amazônia está chorando!
Socorro, meu irmão!
Tem um rio pedindo ajuda!

Não matem nossas florestas,
Não contaminem nossos rios!
A natureza não é lixo,
A vida não é negócio!

Tem plástico descendo o rio,
Tem lixo em suas margens,
Tem esgoto chegando às águas,
Tem destruição nas paisagens.

Tem dragagem mudando o leito,
Tem floresta sendo ferida,
E quando o homem destrói o rio,
Ele também destrói a vida.

Mas ainda existe esperança,
Enquanto houver resistência.
Enquanto houver quem defenda
A floresta e sua existência.

O rio não pertence ao garimpeiro.
A floresta não pertence ao destruidor.
A água pertence à vida.

E quem destruir a natureza
precisa entender uma coisa:

sem água limpa,
não existe futuro.

Socorro, Tapajós!
A Amazônia está chorando!
Levanta a voz, meu povo,
Porque o rio está chamando!

Defendam nossas florestas,
Protejam nossos rios!
Que nenhum dinheiro compre
O futuro dos nossos filhos!

[Final – emocionante]
O Tapajós não quer morrer...
A Amazônia não quer morrer...

Enquanto houver uma árvore de pé,
enquanto houver um peixe nadando,
enquanto houver um indígena defendendo sua terra,
enquanto houver alguém disposto a lutar...

a esperança continuará viva.

Salvem a Amazônia!
Salvem o Tapajós!
Salvem a vida!
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 21/09/2026
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