

CORDEL DO DESESPERO DE FLÁVIO
No dia sete de setembro,
Dia da Independência, O Brasil olhou atento Pra política e sua querência; Uns falando em soberania, Outros mostrando outra tendência. Lula estava em Brasília, Falando ao povo brasileiro, Que a riqueza desta terra Tem que servir ao companheiro; Gerar emprego e renda, Pro Brasil inteiro. Falou de nossa soberania, De riqueza e desenvolvimento, De um Brasil dono do rumo, Sem aceitar mandamento; Que recurso brasileiro Sirva ao povo e ao crescimento. Mas Flávio, lá na Paulista, Resolveu mudar o roteiro: Bandeira dos Estados Unidos E um Trump grandão no terreiro; Parecia que a Independência Tinha trocado de paradeiro! E os indecisos olhando, Prestando muita atenção, Pois eleitor indeciso Também tem opinião; Pode até mudar de voto, Mas não perde a razão. E enquanto o povo assistia Aquele estranho cenário, Flávio atacava Moraes, Num discurso incendiário; Mas Moraes não é candidato, Nem aparece no horário. É ministro do Supremo, Não disputa eleição; Mas virou personagem De discurso e discussão; Enquanto o povo pergunta: “E o Brasil, fica em qual mão?” Meu amigo, que ironia No Dia da Independência: Uns falando em soberania, Outros fazendo referência A uma potência estrangeira Como símbolo de preferência. Se Flávio queria conquistar O voto do indeciso, Talvez tenha dado um tiro Bem contrário ao pretendido; Porque eleitor brasileiro Não gosta de ser conduzido. Indeciso não é bobo, Nem aceita qualquer conversa; Ele olha, pensa e compara, Depois escolhe e atravessa; Vê quem fala pelo Brasil E quem de fora se interessa. Dizem que depois do ato Bateu forte o arrependimento: “Se eu pudesse voltar atrás, Mudaria meu procedimento!” Mas sete de setembro passa, E não volta o pensamento. Se foi estratégia ou tropeço, Só o tempo vai mostrar; Mas na política brasileira Todo gesto pode pesar; Uma bandeira levantada Pode muito revelar. E assim termina o cordel Desta nossa brincadeira: No Dia da Independência, Que pergunta verdadeira: Quem defende o Brasil primeiro Merece a voz brasileira? O voto é livre e soberano, É direito do cidadão; Cada brasileiro escolhe Conforme sua convicção. Mas quem pede o voto ao povo Tem que respeitar sua decisão! E fica a moral da história, Sem precisar de confusão: Na terra de Tiradentes, Independência é coração; Quem quer governar o Brasil Tem que pensar nesta Nação! E agora o povo pergunta, Com toda sinceridade: Quem levanta a nossa bandeira Com amor e dignidade? Quem coloca o Brasil primeiro Com coragem e lealdade? Na minha visão política, A resposta já apareceu: Lula defende a soberania, Foi assim que ele se posicionou; E Flávio, com símbolos estrangeiros, Outra imagem apresentou. Não cabe a mim dar sentença, Nem tomar lugar de juiz; Mas cada eleitor observa E escolhe o que sempre quis. Na urna, o povo brasileiro É quem decide o país. E se a história tem memória Dos que mudaram de lado, Lembro aqui Silvério dos Reis, Pelo povo tão lembrado; Traidor da Inconfidência, Pelo tempo condenado. Mas esta é uma comparação Da minha visão popular; Não é sentença da Justiça, Nem pretensão de julgar. É a voz de um velho poeta Que aprendeu a observar. Se a pátria é nossa casa, Ninguém deve abandoná-la; Quem recebe o voto do povo Tem obrigação de honrá-la. E quem entrega seus interesses Não espere o povo calá-la. Pois o Brasil é muito grande, Tem história e tradição; Não nasceu para ser sombra De nenhuma outra nação. Independência é soberania, E soberania é decisão! E termino este cordel Com respeito à democracia: Que o povo escolha seu caminho Com consciência e valentia. Porque a maior independência É votar com cidadania!
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 09/09/2026
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