Sol Flamejante do Sertão

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Textos

CORDEL DO AUGUSTO CURY
A Caneta Azul dos Candidatos

Doutor Augusto Cury,
Chegou cheio de emoção,
Com a caneta azul na mão
E um discurso de harmonia,
Dizendo que pacificaria
Toda a nossa nação.
Mas no meio da sabatina
Deu um nó na explicação.

Na televisão falou manso,
Com inteligência emocional,
Prometendo um Brasil novo,
Moderno e fenomenal.
Mas tanta ideia junta
Num discurso presidencial
Deixou o povo perguntando:
“Será que isso é real?”

Disse: “Na área da saúde
Eu tenho uma solução:
Drone vai vigiar o povo,
Levando atendimento à mão.
Ninguém ficará esquecido,
Terá médico em todo lugar,
E com a inteligência artificial
Tudo vamos solucionar!”

Na educação, meus amigos,
Vai haver revolução:
Forró, reggae e música ambiente
Para animar a multidão.
Professor trabalhando contente,
Aluno cheio de inspiração,
E quem reclamar da proposta
Vai precisar de explicação!

“Na saúde ninguém precisa
Mais enfrentar fila no posto,
A inteligência artificial
Vai cuidar de tudo com gosto.
Consulta pela tecnologia,
Atendimento digital,
O futuro chegou depressa,
E tudo será virtual!”

No serviço público então
A promessa foi maior:
“Vamos aposentar todo mundo,
Que a máquina fará melhor!
Não precisa mais funcionário,
Tudo será automatizado,
O Brasil será moderno,
Digital e conectado!”

Mas eu fico imaginando
Com toda sinceridade:
Se a máquina fizer tudo,
Quem cuida da sociedade?
Quem atende o cidadão
Quando faltar eletricidade?
Será que a inteligência artificial
Resolve também a realidade?

O candidato então responde:
“Minha proposta é coerente,
Não existe nada mirabolante,
Vou modernizar nossa gente.
Federal, estadual, municipal,
Tudo será eficiente,
Com tecnologia avançada
E um Brasil inteligente!”

E continua a campanha,
Com discurso de inovação:
“Influenciadores preparados
Vão mostrar nossa nação.
Vão falar lá no exterior
Com conhecimento e razão,
Mostrando ao mundo inteiro
O valor do nosso povão!”

E quando alguém perguntou:
“Como vai defender o Brasil?”
Ele respondeu sorrindo,
Com seu jeito varonil:
“Não preciso de bomba atômica,
Tenho um projeto mais sutil...
Eu sou a própria bomba atômica!”
E o povo quase caiu!

Eu vim para pacificar,
Repete o candidato,
Com a caneta azul brilhando
E o discurso bem ensaiado.
Mas depois de tanta promessa
E tanto plano apresentado,
O eleitor fica pensando:
“Será que eu fui convencido
Ou fui apenas enganado?”

Meu amigo eleitor,
Preste muita atenção:
Voto não é brincadeira,
Nem concurso de empolgação.
Promessa bonita emociona,
Mas precisa ter condição.
Antes de apertar a tecla,
Use a cabeça e a razão!

Não vote só pela fala,
Nem pela voz de cantor.
Não escolha pela promessa
De quem promete sem valor.
Pergunte: “Como será feito?
Quanto custa? Quem pagará?”
Porque depois da eleição
É o povo que vai pagar!

Política exige preparo,
Experiência e competência.
Não basta discurso bonito,
É preciso consequência.
Governar uma grande nação
Não é jogo de televisão:
É cuidar de milhões de vidas
Com trabalho e responsabilidade.

Por isso fica o recado
Neste humilde cordel:
Antes de votar no candidato
Que promete céu e mel,
Procure conhecer seus planos,
Sua história e seu papel.
Porque promessa sem cálculo
Pode virar um grande fel!

Então fica a minha mensagem
Para toda a população:
Não se deixe carregar
Somente pela emoção.
Abra bem os seus olhos,
Pesquise cada candidato,
E vote pensando no futuro
De todo o nosso Estado!

Eu já falei e torno a falar,
Com respeito e convicção:
Voto é coisa muito séria,
Não é simples diversão.
Se queremos mudar o Brasil,
Precisamos de decisão:
menos promessa mirabolante,
mais verdade e execução!

E lá vai o candidato,
Com a caneta levantada:
“Eu vim para pacificar
Essa pátria tão amada!”
E o eleitor, desconfiado,
Diz olhando para o céu:
“Primeiro explique as propostas...
Depois eu tiro o chapéu!” 
"Olha o candidato caneta Azul
gente, Olha o caneta azul gente
querendo ser presidente" 

Porque o Brasil não merece
tantas lambanças que já
causaram tantas indignação.
chega de aventureiro destruindo
nossos sonhos vamos buscar
projetos sólidos para o
desenvolvimento do nosso PAÍS!
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 31/08/2026
Alterado em 31/08/2026
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