

Nas Terras do Meu Nordeste
Nas terras do meu Nordeste,
Com orgulho e tradição, Escrevo verso por verso Com minha viola na mão. Sou filho dessa terra forte, Que carrega no coração A coragem do sertanejo E a força do meu sertão. No terreiro de uma casa, Quando a viola ponteia, O cantador solta o verso E a poesia incendeia. Tem repente e tem cordel, Tem zabumba e tem sanfona, Tem o povo nordestino Que sua cultura não abandona. Mas também houve um tempo Que o poder era pesado, Nas mãos de alguns coronéis O povo era controlado. Prometiam muitas coisas, Exigiam gratidão, E o chamado voto de cabresto Prendia a decisão. O coronel tinha influência, Tinha terra e tinha poder, E muita gente dependia Daquilo que ele pudesse oferecer. O voto que era secreto Muitas vezes não era não, Pois havia medo e pressão Na hora da eleição. Mas o tempo foi passando, E o povo começou a acordar, Aprendeu que sua escolha Ninguém pode determinar. O voto pertence ao povo, É direito de cidadão, Não pertence a coronel, Nem a chefe de ocasião. Hoje a nossa viola canta Uma nova realidade: Não queremos voto comprado, Nem promessa de falsidade. Queremos ter liberdade Para fazer nossa opção, Sem cabresto e sem ameaça, Com respeito e consciência na mão. Coronel pode ter riqueza, Pode ter força e tradição, Mas diante da urna eletrônica Quem manda é o cidadão. Cada voto tem seu peso, Cada voz tem seu valor, E o futuro dessa terra Não pertence a um só senhor. Meu Nordeste é resistência, É cultura e é emoção, É Luiz Gonzaga e é repente, É forró e é tradição. É a seca que vira esperança, É o trabalho no chão, É um povo que aprendeu A lutar por sua eleição. [Final] Minha viola continua Ponteando esta canção, Do passado dos coronéis Até a nossa geração. Que nunca mais haja cabresto Prendendo nossa decisão: o voto é livre e consciente, e o poder está na mão do cidadão!
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 29/08/2026
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