Sol Flamejante do Sertão

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O CORDEL DOS QUATRO FILHOS
Há quarenta e quatro  anos passados,
Em uma manhã de segunda-feira bonita,
o mês de agosto chegava,
com uma notícia bendita.
No dia dezesseis nasceu Raphael,
minha esperança mais querida.

Na Zona Sul de São Paulo,
num hospital da capital,
chegava o meu primogênito,
presente celestial.
Um menino que fez renascer
um homem que era tão rude e brutal.

Eu era um homem de luta,
que tudo queria resolver,
muitas vezes pela força,
sem saber compreender.
Mas quando nasceu meu filho,
comecei a me refazer.

Mudei meus pensamentos,
mudei minha direção,
antes eu vivia em função
da vida do casal.
Depois que Raphael chegou,
mudou tudo no meu coração.

Minha vida passou a girar
em torno da esposa e do filho,
aumentaram as responsabilidades,
mas também cresceu o brilho.
Passei a pensar no futuro
e seguir um novo trilho.

Continuei trabalhando,
com responsabilidade dobrada,
pois agora havia uma família
que precisava ser amparada.
E três anos depois nasceu Raquel,
minha princesa encantada.

Uma menina tão bonita,
delicada até no chorar,
com cabelos pretos e cacheados,
reluzentes ao luar.
Raquel trouxe mais alegria
e mais motivos pra lutar.

Dois anos depois chegou Raissa,
minha segunda filha querida.
Mais uma flor no jardim,
mais esperança para a vida.
A família estava crescendo,
e a responsabilidade aumentava na lida.

Já não trabalhava empregado,
a vida começou a mudar.
Com a situação financeira melhor,
podíamos um pouco respirar.
Pensamos em buscar novos caminhos
e para Mato Grosso fomos morar.

Fui trabalhar por conta própria,
abri meu pequeno negócio.
Foi quando nasceu meu quarto filho,
Raí, outro presente precioso.
Eu já tinha trinta e oito anos,
com os pés no chão, mais cuidadoso.

Mas a vida não segue sempre
o caminho que a gente traçou.
Mudança de governo e moeda nova,
e a inflação tudo complicou.
As despesas subiram às nuvens,
e o lucro do comércio despencou.

Mudei então de atividade,
fui trabalhar na lavoura.
Quando as coisas melhoravam,
veio uma tristeza devastadora:
uma geada matou as plantações,
e levou embora nossa esperança naquela hora.

Ficamos desamparados,
sem saber para onde ir.
Então voltamos para São Paulo,
determinados a resistir.
Era começar tudo de novo,
era lutar para reconstruir.

As crianças já estavam em idade
de estudar e de aprender.
Naquela época o emprego era difícil,
mas não podíamos esmorecer.
Trabalhava por conta própria,
dia e noite sem me deter.

Com a ajuda dos parentes,
fomos vencendo cada batalha.
Trabalhava até tarde da noite,
sem descanso, sem falha.
Era uma época muito difícil,
mas cada sacrifício tinha sua medalha.

Os dois filhos mais velhos
já estavam na escola, então,
e a família seguia firme
com esperança e união.
Na Escola Estadual Marilene Rondelli,
começava mais uma missão.

Depois Raphael foi estudar
na Escola Adventista do Sétimo Dia.
E pouco a pouco nossa família
vencia a luta do dia a dia.
Compramos uma pequena casa
com um ponto comercial que nos ajudaria.

Conseguimos matricular
os quatro filhos, com muito amor,
no Colégio Adventista de Santo André,
e começava um novo esplendor.
O sonho de um pai humilde
começava a ganhar valor.

Raphael e Raquel terminaram
o colegial com dedicação.
Raphael seguiu para a computação,
na Universidade São Judas, sua formação.
Raquel foi estudar Letras
na Fundação Santo André, com paixão.

Raissa seguiu seu caminho,
com coragem e muita fé,
no Centro Universitário Braz Cubas,
sempre firme, de pé.
E Raí foi para a Uninove,
na Liberdade, como sonhava seu coração.

Quatro filhos, quatro caminhos,
quatro sonhos para realizar.
Cada um seguindo sua estrada,
sem jamais deixar de lutar.
E eu, olhando aquela caminhada,
só podia agradecer e chorar.

Eu, que não tive oportunidade
de estudar quando era criança,
vi meus quatro filhos formados,
realizando minha esperança.
Não existe alegria maior
para um pai do que essa lembrança.
Meus quatro filhos são minha maior riqueza!!!!

Durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva,
um programa ganhou grande dimensão:
o ProUni abriu caminhos
Para muitos jovens.
Hoje o ProUni é uma máquina de fazer
Os filhos dos pobres Doutores por todo Brasil !

Viva Tarso Genro e o secretário executivo Fernando
Haddad.Não tenho palavras para expressar
minha alegria em ver meus filhos todos bem formados.
que DEUS  continue abençoando os idealizadores
do ProUni.O progama já ultrassou a marca
De 3 milhões de estudantes atendido  e formados
em todo  país ao longo sua existência .  

Viva Raphael e viva Raquel.
Viva Raissa e viva Raí.
Viva a foa de uma família
que nunca deixou de seguir .
Quando existe amor e esperança
Até o impossível pode florir.
Nos corações de cada pessoa!
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 22/08/2026
Alterado em 22/08/2026
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