

SANTA MILAGROSA GINÁSTICA! - Uma entrevista sobre a transformação que o esporte pode realizar
Existem remédios que aliviam a dor.
Existem médicos que tratam doenças. Mas existe também um santo remédio capaz de devolver a alegria de viver. O seu nome é atividade física. Foi justamente sobre esse tema que aconteceu uma agradável conversa entre a estudante de Educação Física Cláudia e o senhor Antônio, um apaixonado pela prática esportiva. Cláudia: Boa noite, senhor Antônio. Meu nome é Cláudia. Estou cursando o último semestre de Educação Física na Universidade Nove de Julho (Uninove) e pretendo trabalhar em academias. Soube que o senhor teve uma grande transformação de vida por meio da prática de exercícios físicos. Gostaria de fazer uma pequena entrevista. Antônio: Será um prazer. Pode perguntar. Cláudia: Como era sua rotina antes de começar a praticar atividades físicas? Antônio: Ah... era uma vida completamente diferente. Acordava por volta das sete da manhã, assistia ao Bom Dia São Paulo, depois ao Bom Dia Brasil e seguia para o trabalho às oito e meia. Minha alimentação também não ajudava muito. No café da manhã, um sanduíche generoso de requeijão. No almoço, a refeição tradicional. No fim da tarde, mais um sanduíche, dessa vez de queijo coalho. À noite, quando fechava a Casa Nordestina Crescente, a tapioca recheada com queijo encerrava o dia. Depois disso, era sofá e televisão. Eu já pesava 103 quilos. Sentia dores nos joelhos, na coluna e praticamente no corpo inteiro. Vivia cansado. Hoje percebo que não era apenas excesso de peso. Era sedentarismo. Era falta de qualidade de vida. Cláudia: E como surgiu a academia na sua vida? Antônio: Foi graças a um amigo. Ele insistiu para que eu conhecesse o lugar onde treinava. No dia 15 de maio de 2013, aceitei o convite. Mal cheguei e, poucos minutos depois, já estava caminhando em uma velha esteira. Confesso que pensei que não conseguiria voltar no dia seguinte. Depois de uma hora e meia de treino, saí completamente destruído. Mas, curiosamente, também saí com vontade de voltar. E foi exatamente isso que aconteceu. Voltei. Depois voltei outra vez. E nunca mais parei. Com o passar dos meses, meu corpo começou a responder. Os quilos foram desaparecendo. As dores diminuíram. A disposição aumentou. O cansaço deu lugar ao entusiasmo. Hoje praticamente não sinto mais aquelas dores que tanto me incomodavam. Em compensação, descobri uma alegria que eu nem imaginava existir. Cláudia: Então o senhor recomendaria a prática de exercícios físicos para outras pessoas? Antônio: Sem pensar duas vezes. A academia mudou completamente a minha vida. Ganhei saúde. Ganhei amigos. Ganhei autoestima. Passei a dormir melhor. Passei a trabalhar melhor. Passei a viver melhor. Quem nunca praticou atividade física talvez não imagine o quanto ela pode transformar uma pessoa. Não mudou apenas meu corpo. Mudou minha maneira de enxergar a vida. Cláudia: Confesso que fiquei curiosa. Posso conhecer sua academia? Antônio: Claro! Aliás, faço questão. Na próxima segunda-feira haverá uma aula especial de Power Jump, ministrada pela professora Gilmara. Será justamente no dia 6 de outubro, meu aniversário. Será um presente enorme contar com sua presença. Cláudia: Mas será que o senhor aguenta uma aula de uma hora e meia? Antônio: (Risos.) Essa não será a primeira. Já participei de várias. E quando a professora Gilmara assume o comando da aula... Ninguém consegue ficar parado. Ela tem estatura mediana. Mas, quando sobe no minitrampolim, parece crescer. Sua energia contagia toda a sala. É como se fosse uma gigante conduzindo uma verdadeira festa da atividade física. Cada música aumenta nossa motivação. Cada salto faz desaparecer o cansaço. Ao final da aula, saímos exaustos. Mas felizes. Muito felizes. Cláudia: Então faço questão de participar. Antônio: Será uma honra. Vou apresentá-la a todos os colegas. Tenho certeza de que você vai sentir o mesmo entusiasmo que eu senti quando entrei ali pela primeira vez. Cláudia: O senhor comentou que segunda-feira será seu aniversário. Posso perguntar quantos anos? Antônio: Claro. Vou completar 65 anos. Sessenta e cinco anos de vida. E posso dizer, com toda sinceridade, que nunca imaginei comemorar essa idade com tanta disposição. Hoje consigo correr. Saltar. Treinar. Rir. Fazer amigos. E aproveitar a vida de uma maneira que jamais imaginei quando levava uma rotina sedentária. Cláudia: Então já deixo meus parabéns antecipados. Que Deus continue lhe concedendo saúde para comemorar muitos outros aniversários. E muito obrigada pela entrevista. Ela reforçou ainda mais minha certeza de que escolhi a profissão certa. Quero ajudar outras pessoas a descobrir que atividade física não transforma apenas corpos. Transforma histórias. Ao despedir-se, Cláudia saiu da academia levando muito mais do que respostas para um trabalho universitário. Levava consigo a prova de que nunca é tarde para mudar de vida. Quanto ao senhor Antônio... Naquela segunda-feira, seu maior presente de aniversário não foi completar sessenta e cinco anos. Foi perceber que, graças ao esporte, havia recuperado algo que o sedentarismo quase lhe roubara. A alegria de viver. E, desde então, costuma brincar com todos que perguntam qual foi o melhor remédio que encontrou na vida: — "Santo remédio? Academia. E, se for com bons professores e grandes amigos, melhor ainda!"
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 27/07/2026
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