Sol Flamejante do Sertão

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Os Bem-te-vis de Mongaguá
Meu primeiro trabalho musical em Mongaguá,
o mar me chamou, e eu respondi:
"Estou aqui!"
Fui caminhando ao entardecer,
deixando o coração seguir o compasso
das ondas beijando a areia.

As gaivotas riscavam o céu,
como se escrevessem versos sobre o mar.
O pôr do sol pintava o horizonte
com as mais belas cores da criação,
e minha alma se enchia de paz.

Quando a noite chegou, voltei para casa.
Na copa dos coqueiros, uma surpresa:
os bem-te-vis cantavam alegremente,
como se celebrassem a minha chegada.

Senti-me acolhido pelos pequenos passarinhos.
Seu canto parecia um abraço,
uma festa preparada pela natureza,
um presente de Deus para o meu coração.

Meus melhores amigos naquele dia
foram o mar, o pôr do sol
e os bem-te-vis,
que transformaram um simples entardecer
em uma lembrança eterna.

Anoiteceu.
O sol foi descansar além do horizonte.
Os bem-te-vis também adormeceram.
Restaram apenas o brilho das estrelas
e o profundo silêncio da madrugada.

Na rua deserta,
o silêncio inspirava meus pensamentos.
Foi ali que nasceu esta canção,
em homenagem aos bem-te-vis de Mongaguá,
que cantaram para mim
e me ensinaram a beleza de ser acolhido
pela voz da própria natureza.

Dormi levando na alma
o som daqueles cânticos,
com a certeza de que Deus fala conosco
também através do mar, do vento,
das estrelas
e do canto dos bem-te-vis.
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 27/07/2026
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