Sol Flamejante do Sertão

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PARAFRASEANDO OS NOMES DAS RUAS DO BAIRRO JARDIM DA CONQUISTA
Hoje acordei sem história, sem destino...

Parabéns ao Jardim da Conquista pelos seus 25 anos de muita luta. Mas, sem luta, não há vitória. Por isso, apesar das inúmeras dificuldades enfrentadas ao longo dessa trajetória, as conquistas foram ainda maiores.

Parabéns a todos os moradores que lutaram para conquistar uma moradia digna e construir o nosso bairro.

Localizado no extremo leste da região de São Mateus, na cidade de São Paulo, o Jardim da Conquista já despertou a curiosidade de diversas emissoras de televisão por um motivo muito especial: todas as suas ruas receberam nomes de músicas. Dessa forma, os políticos ficaram de fora, enquanto os poetas e compositores foram eternizados em nossa história.

A seguir, apresento alguns desses nomes em forma de uma grande paródia.

Hoje, segunda-feira, 6 de outubro, acordei, saí de casa sem história, sem destino. Fui à sede dos Marujos procurar o Segredo da Luz, na Doce Presença. Não encontrando, fui à Saudade Passageira. Lá você não estava.

Fui ter com a Deusa do Asfalto. Encontrei a Negra Manhosa, nas Sete Cores da Aliança, com um Lampião de Gás clareando a La Violeteira, acompanhando a Metamorfose da Menina de Trança, na Salve a Mocidade, do Samba de Gesse.

Não estava bom.

Fui ao Samba da Rosa, com o meu Sangue Latino. Depois, ao Samba de Uma Nota Só. Agora eu só queria a Valsa da Saudade, a Valsa do Imperador, a Valsa dos Namorados, a Valsa da Rosa.

Fui seguindo seus passos com Dona Persona, Sinhá Moça, Chalana e Axé Babá para todos, na Pombinha Branca.

Acorda América! Com a Águia Dourada, eu não tinha argumento. Eram os Anos Dourados. Voa, Voa, Beija-Flor!

Eita, Gente Humilde!

Este é o Homem de Nazaré, cantando um Hino ao Amor. Entre as Folhas de Outono, percebi que não era o Sol de Girassol. Já estava Escrito nas Estrelas.

Era uma Suburbana Flor.

Ai, que saudade de Matão!

Bateu-me uma Tristeza do Jeca, acompanhada pelo Triste Berrante. Deu-me sede. Resolvi tomar os Três Pingos d'Água, na Água Corrente, rumo à Terra do Sul.

Havia uma Zazueira, ao lado de uma tal de Salassie. Pensei que fosse a Menina de Trança, mas eram apenas detalhes de um Abre Alas.

Amigo Leal, Amor Cigano, Água Corrente, Muito Além do Horizonte, seguindo para a Bandeira Branca. Não era o Barracão de Zinco.

Aí, Bate Coração.

Caminhemos com o Carpinteiro do Universo. Com minha Carta de Alforria, saí em disparada. Estava Ébrio de Amor. Tudo já estava Escrito nas Estrelas.

Esta é a Estrada da Vida.

Com a Espanhola, apareceu o Estúpido Cupido. Tudo já estava em Evidência, falando de flores, doce como um Favo de Mel.

Entre a florada e as Folhas de Outono, a Gente Humilde saiu para a Galopeira, agradecendo: Gracias a la Vida, enquanto ouvia um Hino ao Amor.

Era uma História de um Amor, do Homem de Nazaré.

A Índia, não.

Jambalaya também não.

Foi na La Cumparsita? Não.

Foi na La Paloma? Talvez.

Ou seria na La Violeteira, iluminada por um Lampião de Gás, naquela Manhã de Carnaval, deixando apenas uma mensagem e a Paz do Seu Sorriso?

A Nave-Mãe não nega a Negra Manhosa.

Está no Riacho Fundo.

Não havia ouro nem prata, mas a Noite Cheia de Estrelas, envolta por uma Nuvem de Lágrimas, transformou-se em uma Nuvem Passageira, como dizia Hermes Aquino.

Obra de um poeta que contemplava as estrelas sentado à Paineira Velha.

Ele tinha Ouro em Pó.

Este é um País Tropical, saboreando Pão e Vinho.

Haja Paz na Terra, deixando suas Pegadas na areia, junto ao Pé de Manacá.

Eu era como um Pêndulo.

Também fui um Pierrot Apaixonado.

Este é um Planeta Água.

Não o planeta azul.

Foi meu primeiro amor.

Eu era uma Pombinha Branca.

Ela, uma Rainha do Mar, irradiando Raios de Luz.

No meu Regresso, fui Rei por um Dia.

A Renúncia jamais fez parte das minhas Revoadas, sempre com Sabor de Mim.

Salassie, mas...

Salve a Mocidade!

Com o Samba da Rosa, nunca o Samba de Ninar.

Como assim?

Samba de Uma Nota Só, dançando com uma Sandália Cor de Prata.

São tantas coisas...

Meu Sangue Latino ainda pulsa com a Saudade Passageira, com as saudades de Matão e da nossa Saudosa Maloca.

Na Semeadura, entre as Sete Marias, descobri que ela era uma Espanhola.

Ah... que sonho lindo!

Sonho por Sonho, não são Sons de Carrilhão.

Ufa...

Soprando ao vento, uma Suburbana Flor, não uma Suburbana Coração.

Que Talismã!

E o Tango de Gardel, numa Tarde em Lindóia...

Será que essa ternura é antiga?

A terra está tombada.

Não a Terra do Sul.

Por toda uma vida, com minha Tigresa, vivendo o Sonho de um Carnaval, ao som do meu Triste Berrante, na Tropicana.

Lá está ele, todo Azul do Mar.

Esta é a última estrofe.

Não a minha.

Mas o meu último desejo é um Tango para Tereza.

Então, um violeiro toca uma Valsa Branca?

Não.

Talvez a Valsa da Despedida.

Ou a Valsa da Saudade.

Quem sabe a Valsa do Imperador?

Ou, quem sabe, a Valsa dos Namorados?

Você está vendendo ilusão na Veneza do Amor, com uma Viola Enluarada, caminhando pela Vereda Tropical.

Voa, Voa, Beija-Flor!

Está na Zazueira, não em Zingara.

Felizmente, sob o Sol de Girassol, Sonho por Sonho, descobrimos que Somos Todos Iguais.

Nessa altura, o sol do meio-dia já brilhava intensamente.

Finalmente...

Vamos dançar um Xote dos Poetas, presente de um Estúpido Cupido, para toda uma vida.
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 22/07/2026
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