Sol Flamejante do Sertão

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SAUDADES DO SÍTIO SÃO JOÃO
(Samba-canção inspirado na atmosfera dos grandes intérpretes da era do rádio)*

Viajando nas lembranças do meu sertão de Assaré, hoje acordei chorando de saudades do meu chão, do meu querido Sítio São João.

Fechei os olhos bem devagar, e o tempo voltou para mim. Eu era apenas um menino correndo pelos caminhos sem fim.

Sentia o perfume das flores do juazeiro, das flores brancas do mandacaru. Via as abelhas beijando as flores do campo, enquanto o clarão da manhã iluminava todo o sertão.

Os passarinhos anunciavam um novo dia, e eu escutava a voz do meu velho pai chamando o gado para beber água.

Na panela de barro, o leite fervia. Eu ficava ao lado do fogão de lenha, esperando o bolo de milho assar, enquanto seu perfume enchia a casa e aquecia o meu coração.

**Ai, que saudade do Sítio São João...**

Saudades da minha infância correndo atrás dos cabritos. Saudades da igrejinha branca, enfeitada com flores de jasmim.

E lá estava Lia... minha primeira namorada. Eu a olhava em silêncio, completamente apaixonado.

Se saudade matasse, eu já teria partido, porque o meu sertão vive para sempre dentro do meu coração.

Assaré mora no meu peito, meu eterno pedaço de chão.

Minhas primas cantavam cantigas de roda com minhas irmãs no terreiro. Eu brincava entre as pedras ao redor da casa.

O algodão branqueava a paisagem. A roça esperava a colheita do feijão. Era o sertão me abraçando e me ensinando a ser feliz.

A igrejinha de São Sebastião vivia cheia nas celebrações. O povo simples rezava com fé e esperança no coração.

E, no silêncio da minha memória, ainda escuto a voz suave da minha Lia. Seu sorriso encantava meus olhos. Ela era minha linda flor de jasmim, o primeiro amor da minha vida.

Hoje ela mora apenas na saudade, guardada para sempre dentro do meu coração.

São lembranças que o tempo jamais apagará.

**Ai, que saudade da minha infância no Sítio São João...**

Saudades do cheiro da terra molhada. Das noites de céu estrelado iluminando todo o sertão.

Hoje meus sonhos repousam guardados no peito.

Se saudade matasse, eu já teria morrido. Mas levo comigo cada lembrança, cada sorriso, cada amanhecer.

Assaré vive nas minhas canções.

Meu querido Sítio São João eu carrego para sempre dentro do meu coração.

Ah... como eu queria te ver mais uma vez... Sentir o cheiro da tua terra molhada... Caminhar novamente pelos teus caminhos... Só assim meu coração voltaria a sorrir.

Enquanto esse dia não chega, continuarei viajando nas minhas memórias...

Nas eternas lembranças do meu amado Sítio São João.
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 30/06/2026
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