Sol Flamejante do Sertão

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O REGGAE DA MAMÃE ÁFRICA (ZUMBI DOS PALMARES)
Da África pra Alagoas,
Pra todo o Nordeste brasileiro.
Assim foi a caminhada
Dos meus antigos guerreiros.
Foram tirados de Angola,
Da savana, do seu lugar.
Separados da família,
Sem saber onde iam chegar.

Nos porões do navio negreiro,
A dor cruzou o oceano e o mar.
Quando o navio atracou em Maceió,
Começou outro caminhar.
Nas plantações de cana-de-açúcar,
Sob o chicote do senhor,
Vigiados de dia e de noite,
Mas nunca perderam o amor.

Alô, alô, alô, Mamãe África!
Escuta o canto do meu coração.
O reggae leva tua memória,
Tua força e tua libertação.
Alô, alô, alô, Mamãe África!
Teus filhos nunca vão desistir.
Podem prender o nosso corpo,
Mas a alma continua a seguir.

Foi então que surgiu um guerreiro,
Chamado Zumbi dos Palmares.
Ergueu a bandeira da liberdade,
Ecoando por todos os lugares.
Prendiam nossos corpos, sim,
Mas não podiam acorrentar
Os pensamentos que viajavam
Pelas savanas, além do mar.

A luta cresceu pelo Brasil,
A esperança nunca morreu.
Muita gente enfrentou a injustiça,
Até que um novo tempo nasceu.
A liberdade foi conquistada
Com coragem e união.
Hoje vive na nossa história
E também em cada canção.

Alô, alô, alô, Mamãe África!
Do Brasil até a Jamaica.
Onde o reggae tocar bem forte,
Tua memória jamais se acaba.
Alô, alô, alô, Mamãe África!
Teu povo venceu pela fé.
Enquanto houver um reggae tocando,
Tua história ficará de pé.
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 27/06/2026
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