Sol Flamejante do Sertão

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RAP DO SANGENTO PINCEL
Hoje fui bater um rango na lanchonete do Sargento Pincel,
mas dei de cara na porta… fiquei sem papel.

O sargento tinha passado mal, foi pro pronto-socorro se cuidar,
fiquei preocupado, sem saber onde ele ia estar.

Voltei pra casa triste, pensamento pesado no ar,
mas no outro dia eu disse: “vou voltar lá pra checar”.

Quando cheguei na lanchonete, que alegria senti,
lá estava ele firme na missão, sorrindo pra mim.

Me recebeu com felicidade, me abraçou de coração,
mas já voltou ligeiro pra sua ocupação.

Estava lavando pratos, sem deixar nada pra trás,
depois passou pano no chão com força e vontade demais.

Limpou o banheiro, deixou tudo no brilho, no capricho,
lavou os panos, estendeu no varal do serviço.

E voltou pro balcão, pronto pra atender o povão,
com humildade e respeito no peito e na mão.

Os filhos Tarcísio e Tiago ficaram cheios de emoção,
vendo a recuperação do pai com determinação.

Disseram: “Pai, sua volta só traz alegria pra nós”,
e a família toda sorria com orgulho na voz.

A patroa também feliz, com o marido na missão,
Sargento Pincel firme, trabalhando com dedicação.

Eu fiquei admirando essa disposição sem igual,
esse é o jeito dele, exemplo real da quebrada local.

Também conhecido como cabelinho da Zona Leste de Sampa,
seguindo firme na luta, sem perder a sua chama.
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 24/06/2026
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